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Por que os campeões recebem mini reworks no LoL? Líder de design da Riot explica o processo

Por que os campeões recebem mini reworks no LoL? Líder de design da Riot explica o processo
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Os antigos campeões de League of Legends andam recebendo grandes atualizações com mini reworks nos últimos meses; um plano da Riot Games que vai muito além de simplesmente renovar personagens velhos

Por que os campeões recebem mini reworks no LoL? Líder de design da Riot explica o processo

A palavra rework tem aparecido em quase todas as atualizações de League of Legends ao longo dos últimos meses. Lucian, Amumu, Janna e Ahri têm sido alguns dos campeões escolhidos pela Riot Games para fazerem parte de um processo de atualização importante. Uma dívida pendente com a comunidade que a desenvolvedora finalmente passou a dar atenção.

Contudo, o objetivo final dessas mudanças não é o que muitos jogadores estão pensando. Existe claramente uma intenção de renovar tudo, mas o principal objetivo da Riot é de - principalmente - tornar os campeões mais divertidos.

A realidade mais confortável em que um campeão pode estar para a equipe de balanceamento é o extremo, como Zeri recentemente esteve. Se um personagem estiver quebrado no MOBA e passar a ganhar muitas partidas, não é um problema muito grande porque só É preciso reduzir o seu poder. Assim como quando um campeão anda muito fraco, é preciso o fortalecer.

No entanto, existem outros dados para além do winrate que complicam as coisas. Há campeões que são muito banidos mesmo que não sejam tão poderosos assim e outros que ninguém escolhe mesmo ganhando partidas suficientes. O que acontece, então?

A moda dos reworks em League of Legends

Este espaço é o mais desafiante para os desenvolvedores de League of Legends, uma vez que é preciso equilibrar o jogo em torno do feedback dos jogadores. "Quando um campeão tem uma taxa de vitória de cerca de 50% e temos que fazer mudanças, é mais como uma reunião de desenvolvimento. Falamos sobre seu design, o que precisa de ser melhorado ou o que faz com que o jogador não se sinta bem, mesmo quando tem um winrate aceitável. Coisas assim", explicou Riot August em entrevista ao MGG.

Após seu mini rework, Ahri pode reiniciar seus saltos para vencer graças à sua mobilidade - League of Legends
Após seu mini rework, Ahri pode reiniciar seus saltos para vencer graças à sua mobilidade

O caso de Ahri é um dos mais interessantes. Como August salientou: "O designer tinha a ideia de que ela era uma personagem poderosa e que ganhava muitas partidas, mas não fazia nada de brilhante. Funcionava bem, mas isso não foi necessariamente uma razão para a escolher em vez de qualquer outro campeão. Ela era boa em tudo sem se sentir poderosa em nada. As recentes mudanças foram na ideia de reforçar a sua personalidade. Foi algo como: 'ei Ahri é uma maga da mobilidade, por isso vamos fazê-la ser realmente assim para que ela possa ganhar jogos com os seus avanços'... algo do tipo".

Com base nas palavras de August e nas declarações institucionais da desenvolvedora, o objetivo dessas atualizações é transferir o poder para aumentar a diversão. Ahri era uma boa campeã porque era uma escolha muito "safe", e isso no League of Legends é um dos fatores que mais resulta em ganhar partidas.

Videoclipe de "More" de K/DA, grupo fictício em que Ahri é líder e fundadora — Vídeo: Riot Games/Divulgação

No entanto, há uma infinidade de campeões capazes de alcançar os mesmos resultados de formas mais divertidas em relação a ela. Neste ponto é difícil fazer da mobilidade uma característica única, mas definitivamente um personagem que consegue dar dash cinco vezes em uma luta será sempre divertido.

A sua mecânica de que "risco recompensa" obriga a fazer escolhas e permite aquelas grandes jogadas em que o campeão faz coisas tremendamente satisfatórias, permitindo mais expressão aos jogadores. Mesmo nos casos em que o resultado é um aumento involuntário do poder, não há muito problema com isso, porque existe um novo quadro de ação: a taxa de vitória já não é o único argumento para balancear um campeão, o que nos permite "normalizá-la", mantendo uma boa parte da popularidade que ela ganhou. No caso de Ahri, o rework quadruplicou seu pick rate, ou seja, a taxa de escolhas.

Com um leve aumento na taxa de vitórias, a popularidade de Ahri aumentou quatro vezes - League of Legends
Com um leve aumento na taxa de vitórias, a popularidade de Ahri aumentou quatro vezes

Este mesmo cenário também se aplica ao contrário. O primeiro sinal de que a comunidade vê um campeão como injusto ou abusivo é sua taxa de banimento. Qualquer jogador pode pensar naquele personagem que é banido de suas partidas, não por ser forte, mas por conta da preguiça envolvida em lidar com ele. No meu caso, detesto jogar contra Blitzcrank e Thresh porque qualquer puxão é uma passagem só de ida para a base; mas essas situações se aplicam a Zed, Yuumi, Lulu ou ao campeão que você escolher como o mais odiado.

August foi o líder de design de Viego, um campeão que todos acharam injusto, e ele explicou as mudanças aplicadas ao campeão ao longo do tempo: “Seu patch mais recente foi como… 'bem, muitas pessoas pensam que ele é injusto… por que não fazemos com que, se ele estiver usando a builds de tanque e quiser sobreviver, dê menos dano e cure menos?' Assim dizemos para a comunidade que se Viego optasse por essa build, não iria matar alguém tão rápido e nem curar tanto. Isso fez com que jogar contra ele parecesse mais justo e fácil. Se ele for para a build baseada em crítico, então ele pode causar mais dano. Ele estará se arriscando muito mais para fazer isso".

Splash art de Viego — Foto: Riot Games/Divulgação - League of Legends
Splash art de Viego — Foto: Riot Games/Divulgação

Com esse ajuste, que ocorreu no patch 11.17, a Riot Games conseguiu reduzir a taxa de banimento de Viego em 25% nos dois patches subsequentes. Seis meses depois, o personagem ainda é escolhido por um número semelhante de jogadores, que agora podem curtir seu campeão em nove de cada 10 partidas por não ser extremamente banido. Sua taxa de vitórias com a build mais arriscada e focada em crítico permanece intacta, sua taxa de escolha só caiu porque a comunidade de League of Legends ficou presa ao Ruptor Divino como a escolha certa para seu item mítico.

Devido às mudanças, a percepção da comunidade é que Viego não é mais um campeão tão
Devido às mudanças, a percepção da comunidade é que Viego não é mais um campeão tão "quebrado"

Tirar um pouco daqui e colocar um pouco ali é um dos métodos de balanceamento que mais gera dúvidas na comunidade. Às vezes acontece de a Riot não conseguir equilibrar de primeira (ou de segunda), gerando um descontentamento por parte dos fãs do jogo, mas se bem feito, é a ferramenta mais eficaz dos desenvolvedores de League of Legends. Um método que mantém o jogo atualizado enquanto oferece novas oportunidades. Em suma, torna tudo mais justo, mas acima de tudo muito mais divertido.

Estatísticas de LoLalytics.

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Lorena de Araújo
Lorena de Araújo  - Redatora

Você pode me encontrar por aí escrevendo sobre LoL e tentando arrumar um jeito de incluir cultura pop. Tenho imensuráveis horas em Stardew Valley e vontade de ser uma protagonista do Studio Ghibli.

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