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ExitLag suspende parceria com Hastad após streamer ser acusado de injúria racial

ExitLag suspende parceria com Hastad após streamer ser acusado de injúria racial
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Após ser acusado de injúria racial, Hastad teve sua parceria com a ExitLag suspensa. Outras marcas que possuem vínculo com o streamer ainda não se pronunciaram sobre o caso

ExitLag suspende parceria com Hastad após streamer ser acusado de injúria racial

Nesta sexta-feira (18), a ExitLag, empresa a frente da ferramenta que diminui lag em jogos online, suspendeu seu contrato de parceria com Hernan “hastad” Klingler, streamer e CEO da organização SLICK que foi acusado de injúria racial.

"Nota de esclarecimento: Devido aos recentes acontecimentos, a ExitLag anuncia que vai suspender o contrato de parceria com o jogador Hastad. A ExitLag não apoia esse tipo de comportamento, atitude e pensamento", disse a marca em seu perfil oficial no Twitter.

De acordo com a antiga biografia de hastad no Twitter, que não mostra nenhuma informação no momento, outras seis marcas amantém vínculo de patrocínio com ele: Kabum, AORUS Brasil, Rivalry, PCYES, Razer Gold e Roxx Energy.

Pouco tempo após o pronunciamento da ExitLag, a Red Dragon também finalizou sua parceria com Hastad.

Na última quinta-feira (17), foi divulgado um vídeo no qual hastad está jogando Valorant quando se irrita com um aliado e diz à ele: "Que pre...", termo interrompido pelo mesmo e interpretado pela comunidade de esports, e admitido pelo influenciador, como racista.

De acordo com fãs de esports, que se uniram para cobrar um posicionamento de Hastad, o influenciador queria dizer a palavra "preto" de maneira ofensiva, o que caracteriza injúria racial, mas se interrompeu para não ser punido.

Veja o vídeo abaixo:

Por volta da 1h30 desta sexta-feira (18), hastad se pronunciou sobre o caso no Twitter. O criador de conteúdo afirmou que se interrompeu, pois tomou um susto com a própria atitude e disse que vai "estudar mais" para não repetir o erro.

Canal na Twitch banido

Também na noite desta sexta-feira, Hastad teve seu canal na Twitch banido. De acordo com o site StreamerBans, que faz o monitoramento de banimentos de canais parceiros da plataforma de transmissões da Amazon, esta é a terceira vez em pouco mais de um ano que o argentino sofre este tipo de punição, o que aumenta muito as chances de o canal de Hastad ser banido de forma definitiva desta vez.

Segundo o StreamerBans, o primeiro banimento de Hastad aconteceu no dia 21 de abril de 2020, e o segundo, no dia 21 de maio daquele mesmo ano. Nas duas ocasiões, Hastad ficou impedido de fazer lives pelo período de uma semana, mas retomou suas atividades normalmente depois.

Banimento da Copa Rakin

Ainda na onda de punições após ser acusado de injúria racial, Hastad também foi permanentemente banido de Copa Rakin, uma das competições mais tradicionais do cenário brasileiro de Valorant. Já a organização do criador de conteúdo argentino está suspensa se futuras edições do torneio. A informação foi revelada pelo próprio Rafael "Rakin" Knittel, criador do evento, em sua conta no Twitter.

De acordo com Rakin, ele e toda a organização do campeonato são "contra todo e qualquer ato de discriminação e propagação de ódio". O streamer disse ainda que "Hastad está permanentemente banido de futuras transmissões e retransmissões da Copa Rakin."

Em relação a Slick, que está disputando a edição atual do torneio, Rakin ressaltou nesta sexta-feira (18) que a equipe será autorizada a concluir sua participação neste Copa Rakin, mas ressaltou que a equipe, ao menos a princípio, não será convidada nem poderá participar de classificatórias para o evento.

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O ato de chamar alguém de preto de forma ofensiva pode caracterizar crime de injúria racial, crime apontado no parágrafo 3º do artigo 140 do Código Penal, que prevê uma forma qualificada para o crime de injúria, na qual a pena é maior e não se confunde com o crime de racismo, previsto na Lei 7716/1989.

Para sua caracterização é necessário que haja ofensa à dignidade de alguém, com base em elementos referentes à sua raça, cor, etnia, religião, idade ou deficiência. A pena pode ser de um a três anos de reclusão.

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Beatriz Coutinho
Bia  - Repórter

Garota mágica formada em jornalismo que ama a sensação de assistir campeonatos e escrever sobre as histórias dos fãs de esports.

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