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"Meu sonho é ver a acessibilidade nos games ser regra", diz presidente da AbleGamers Brasil

"Meu sonho é ver a acessibilidade nos games ser regra", diz presidente da AbleGamers Brasil
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Christian Bernauer comemora crescimento da ONG que organiza lives beneficentes e doa equipamentos adaptados a jogadores PCDs

A acessibilidade nos games para pessoas com deficiência, seja ela auditiva, visual, motora ou intelectual, têm avançado ao longo dos últimos anos. Um número cada vez maior de jogos de grande destaque na indústria passou a incluir desde o lançamento recursos para que eles possam ser aproveitados por uma parcela da população historicamente excluída desse meio, cujo fator diversão sempre foi palavra de ordem. Ainda há um longo caminho a ser trilhado para que o mercado dos games seja mais inclusivo, e desde 2004 a AbleGamers existe com o objetivo de ajudar nessa transformação que, mesmo tardia, têm gerado frutos nos últimos anos e contemplado os PCDs

A AbleGamers Brasil, ONG presidida por Christian Bernauer, foi fundada oficialmente em julho deste ano, mas desde 2017 os trabalhos realizados pela organização têm ajudado a transformar vidas. Pessoas que sempre tiverem o desejo de jogar, mas eram impedidas por falta de acessibilidade, agora recebem controles e demais equipamentos adaptados, graças à live beneficente realizada anualmente pela ONG.

Neste sábado, das 13h às 21h, a AbleGamers Brasil fará a quinta edição da live beneficente anual na Twitch (link para o canal), com a meta de arrecadar R$ 15 mil, quantia que será inteiramente investida na compra de controles e equipamentos adaptados que serão doados a gamers PCDs. Em entrevista ao MGG Brasil, Christian conta como surgiu o braço brasileiro da ONG, fala das transformações na indústria nos últimos e do sonho de ver games acessíveis serem regra, e não exceção num mercado que, segundo levantamento da Accenture, já movimenta mais de US$ 300 bilhões por ano, por isso carrega a responsabilidade de tornar o mundo dos games mais inclusivo do que tem sido desde o seu surgimento.

Neste sábado, das 13h às 21h, a AbleGamers Brasil fará a quinta edição da live beneficente anual na Twitch (link para o canal), com a meta de arrecadar R$ 15 mil, quantia que será inteiramente investida na compra de controles e equipamento adaptados que serão doados a gamers PCDs. Em entrevista ao MGG Brasil, Christian conta como surgiu o braço brasileiro da ONG, das transformações na indústria nos últimos e do sonho de ver games acessíveis serem regra, e não exceção neste mercado que, segundo levantamento da Accenture, já movimenta mais de US$ 300 bilhões por ano e, também por isso, carrega a responsabilidade de tornar o meio mais inclusivo do que tem sido desde o seu surgimento.

Origem nos EUA e origem no Brasil

Fundada em 2004 por Mark Barlet, a AbleGamers surgiu a partir de uma pergunta simples aos maiores estúdios de games do mundo durante uma conferência: “O que vocês fazem para tornar seus games mais acessíveis a PCDs?”. Na ocasião, quando PlayStation 2, o primeiro Xbox e o Nintendo GameCube eram os consoles mais modernos do mundo, nenhuma desenvolvedora se preocupava de fato com essa questão, e foi neste contexto que a AbleGamers Charity foi criada. Além do trabalho de doação de controles adaptados, a organização começou a trabalhar na criação de um programa com diretrizes que ajudariam os estúdios a criar games mais acessíveis. Christian destaca que apesar de as doações de aparelhos próprios para PCDs seja parte fundamental do trabalho, a criação de games acessíveis é uma medida ainda mais efetiva, pois atende a milhões de jogadores simultaneamente.

“A Ablegamers se tornou mais conhecida por doar controles adaptados e ajudar as pessoas a montarem o próprio setup, mas o trabalho da organização vai muito além disso, pois ela também realiza um trabalho fundamental na parte do software, que é o funcionamento do jogo em si. O controle adaptado ajuda uma pessoa por vez, mas um jogo que já é pensado para PCDs atende a milhões de pessoas simultaneamente, e é por isso que é tão importante termos jogos que atendam pessoas paraplégicas, tetraplégicas, com cegueira, baixa visão, surdez, limitação motora e outros problemas que a impedem de jogar games que não pensados para esse público”, resume.

“A organização oferece hoje oferece uma série de orientações sobre boas práticas de acessibilidade em jogos, contemplando design gráfico, design de áudio, roteiro, entre outras coisas, para que o jogo se torne mais acessível. Ela traz esses problemas num guideline e como contorná-los para que os desenvolvedores coloquem essas funções nativas já dentro dos jogos. Até o momento, mais de 200 desenvolvedores nos Estados Unidos já foram certificados, muitos deles funcionários de grandes estúdios. É uma maneira efetiva de mudar a indústria.”

Entre os bons exemplos recentes da indústria no quesito acessibilidade, Christian cita dois dos games exclusivos mais importantes de PlayStation e Xbox: The Last of Us Parte II (2020), título da Naughty Dog que foi extremamente elogiado no quesito acessibilidade, permitindo inclusive que pessoas cegas e com baixa visão pudessem jogá-lo sem auxílio de terceiros, e Gears 5 (2019), mais recente episódio do shooter em terceira pessoa da Microsoft Studios e primeiro triple A (jogo de altíssimo orçamento) a receber nota máxima no quesito acessibilidade. Passaram-se 15 anos entre a incômoda pergunta de Mark Barlet e o surgimento de game de cifras elevadas que fosse considerado modelo no quesito acessibilidade, mas Bernauer comemora o fato de que, finalmente, a indústria dos games começou a se preocupar de fato em tornar seus títulos inclusivos.

“ O jogo do Homem-Aranha (Marvel’s Spider-Man, de 2018), por exemplo, deu a opção de pausar ou pular o quick time events. É um tipo de recurso que ajuda inclusive a pessoa que não tem nenhuma deficiência motora ou neurodeficiência, mas às vezes não tem um tempo de reação tão rápido e acaba tendo dificuldade nessas partes. É um recurso que não afeta em nada a experiência com o jogo e o torna mais acessível a um público muito maior. E quem não quiser este recurso, simplesmente pode deixá-lo desativado. Videogame, no fim, é sobre diversão.”

The Last of Us Parte II foi aclamado pelos recursos de acessibilidade - Millenium
The Last of Us Parte II foi aclamado pelos recursos de acessibilidade
Gears 5 foi o primeiro triple A da indústria a ganhar nota máxima em acessibilidade - Millenium
Gears 5 foi o primeiro triple A da indústria a ganhar nota máxima em acessibilidade

Em 2017, Christian Bernauer escrevia para o blog Nós Nerds, e foi aí que a história da AbleGamers Brasil começou, muito antes de a organização ter um CNPJ e começar a atuar de forma oficial. Na ocasião, Christian, que já se interessava por acessibilidade nos games, entrevistou Steve Spohn, diretor sênior da Ablegamers que tem atrofia muscular espinhal, e pode-se dizer que a conversa foi o marco zero para a versão brasileira da ONG.

“Na época, eu fiquei tão encantado com o projeto que perguntei o que eu poderia fazer pra ajudar, e aí ele falou que as pessoas faziam lives para arrecadar fundos. Um mês e meio depois, a gente estava fazendo a primeira live da Ablegamers BR, ainda de uma maneira bem amadora. Juntamos umas cinco pessoas na casa do meu primo. Deu muito certo, e desde então a live se tornou uma tradição anual. Em 2020, na quarta edição da nossa live anual, foi quando o evento estourou, com uma cobertura e divulgação bem maior da mídia. Tudo tomou uma proporção muito grande, com empresas como Ubisoft, Warner e Devolver mandando códigos de jogos para darmos na transmissão”, relata.

“Acabamos atingindo um público bem maior a batendo recordes de doações, e tudo isso chamou muito a atenção da Ablegamers nos Estados Unidos, que desde então decidiu que teria ter uma presença oficial no Brasil. Eles reconheceram o nosso trabalho e daí surgiu o convite do Mark Barlet para que eu me tornasse presidente da Ablegamers americana atuando aqui no Brasil, e eu comecei a trabalhar sempre tendo um contato bem mais direto com eles. Uma das primeiras ações foi a doação de um Quadstick, que é um controle adaptado para tetraplégios e aceita comandos pela boca.”

O sucesso daquela edição da live anual foi tanto que chamou a atenção da AbleGamers americana, que embora permitisse o uso do nome da organização no Brasil, ainda não atuava de forma oficial no Brasil. Para que o projeto ganhasse mais musculatura e um caráter institucional mais forte, a AbleGamers Brasil se tornou oficialmente uma ONG com CNPJ, o que aumentou o escopo do projeto, facilitou a consolidação de parcerias com grandes empresas do mercado de games e, consequentemente, deve ajudar a fazer da live de 2021 ainda maior que a de 2020.

“Percebemos que havia muitas pessoas e empresas interessadas em ajudar o projeto, querendo participar de ações maiores. Mas havia um problema: como eu era apenas um braço da Ablegamers aqui, eu não tinha muito como crescer o projeto da maneira como as coisas estavam, e foi daí que começamos a trabalhar para termos a Ablegamers de forma oficial no Brasil, com CNPJ, pois aí teríamos muito mais condições de expandirmos nossa atuação. O pessoal dos Estados Unidos abraçou a ideia e topou nos bancar nesse começo da Ablegamers de forma oficial no Brasil”

Com uma meta de arrecadar R$ 15 mil na live deste ano, valor que será integralmente revertido na compra de controles adaptados, Christian já tem uma lista de beneficiados caso o objetivo da live seja atingido e, quem sabe, superado: “Estamos muito otimistas que teremos um sucesso ainda maior que no ano passado.”

AbleGamers Brasil reúne criadores de conteúdo PCDs e apoiadores dos games com acessibilidade - Millenium
AbleGamers Brasil reúne criadores de conteúdo PCDs e apoiadores dos games com acessibilidade

Acessibilidade pensada também pelos estúdios brasileiros

Se um jogo acessível atende milhões de jogadores simultaneamente, uma das principais metas da AbleGamers Brasil é fazer que mais estúdios brasileiros também sejam capazes de desenvolver jogos pensados para pessoas com deficiência. Uma vez que o mercado brasileiro é, fundamentalmente, independente, os recursos para desenvolvimento de jogos são bem menores do que os de grandes estúdios. Justamente por isso, Christian acredita que um curso com orientações sobre como desenvolver um game acessível pode ter grande impacto.

“A gente quer trazer esse curso aqui para o Brasil para que os desenvolvedores brasileiros também tenham essa certificação e possam desenvolver jogos com mais acessibilidade. Aqui, nossa indústria é basicamente independente, e ter um jogo acessível é um diferencial e um caminho para se destacar. Nos Estados Unidos, cerca de 46 milhões de pessoas com algum tipo de deficiência jogam videogame. Aqui no Brasil, não temos um número oficial, mas estimamos que esse público é algo entre 20 e 25 milhões de PCDs que poderiam jogar videogame, ou seja, cerca de 10% da população”, salienta.

No Brasil, um dos melhores exemplos de game com acessibilidade é Novos Olhos, título mobile desenvolvido por estudantes do do curso de Jogos Digitais da Fatec de Carapicuíba (SP) e pensado especialmente para pessoas com cegueira ou baixa visão. O objetivo da Ablegamers Brasil é contribuir para a criação de mais títulos com recursos voltados aos PCDs.

“É um público grande, que quer consumir, mas muitas vezes não têm essa chance por falta de acessibilidade, e esse curso seria uma oportunidade de capacitar nossos estúdios, pois essa capacitação é cada vez mais bem vista e requisitada na indústria dos games, além de tornar o mercado muito mais inclusivo.”

Novos Olhos é um dos exemplos de games brasileiros pensado para PCDs - Millenium
Novos Olhos é um dos exemplos de games brasileiros pensado para PCDs

Isenção ou redução de impostos em equipamentos adaptados

Uma vez que controles adaptados não são produzidos no Brasil, cada unidade desses equipamentos que é comprada pela AbleGamers tem uma carga tributária elevada. Enquanto um Quadstick com todos os acessórios pode custar até 700 dólares (R$ 3.713,00), Christian conta que os custos apenas com desembaraço aduaneiro - liberação de mercadoria importada na alfândega - ficam na casa dos R$ 2.500,00. Justamente por isso, a AbleGamers tem trabalhado para que controles adaptados contem com isenção ou redução significativa de impostos.

“Nós sabemos que esses equipamentos são muito caros, possuem uma carga tributária bem alta e tornam a acessibilidade ainda mais difícil. Já existe inclusive uma jurisprudência para isso, que são os carros adaptados*. Hoje, pessoas com deficiência podem comprar carros com uma redução muito grande de impostos, e lutamos para que o mesmo seja aplicado a periféricos de games adaptados. Quando trouxemos o Quadstick no começo do ano para o Brasil para fazer uma doação, só de desembaraço aduaneiro pagamos R$ 2.500,00, o preço de um Xbox Series S. Ou seja, só de taxa foi desembolsado um valor que quase daria para comprarmos mais um controle adaptado.”, destaca.

“Estamos com o escritório Honda, Teixeira, Araújo, Rocha Advogados, que está fazendo esse trabalho junto à Ablegamers Brasil sem custo, temos também conversado com a Abragames (Associação Brasileira das Desenvolvedoras de Jogos Digitais) e empresas estrangeiras com presença no Brasil, como Microsoft, Sony e Ubisoft, para somar nessa luta e conseguirmos a aprovação de uma ‘lei Ablegamers’ que isente ou pelo menos reduza os impostos de equipamentos adaptados.

*Até março de 2021, todos os carros adaptados vendidos no Brasil tinham isenção de IPI (Imposto de Produtos Industrializados) mas o benefício hoje é restrito a veículos de até R$ 70 mil, após medida provisória assinada pelo presidente Jair Bolsonaro.

Controle adaptado do Xbox foi o primeiro do tipo lançado por uma grande fabricante de consoles - Millenium
Controle adaptado do Xbox foi o primeiro do tipo lançado por uma grande fabricante de consoles
Quadstick é considerado um dos melhores controles para pessoas tetraplégicas, mas aparelho tem custo elevado - Millenium
Quadstick é considerado um dos melhores controles para pessoas tetraplégicas, mas aparelho tem custo elevado

Criação de comunidade e futuro mais acessível

Além das doações e das metas relacionadas a games acessíveis desenvolvidos por estúdios nacionais e de isenção de impostos em controles adaptados, a AbleGamers Brasil é uma comunidade na qual streamers PCDs se conhecem e novos talentos são apresentados à comunidade. Ao mesmo que tem proximidade com os streamers PCDs mais conhecidos do país, a ONG quer apresentar ao público criadores de conteúdo que ainda buscam se estabelecer nesse meio.

“Essa aproximação acontece à medida que a gente vai conhecendo as pessoas. Com certeza tem um número muito grande de criadores de conteúdo e criadores de conteúdos PCDs que a gente ainda não conhece. Tem o Machadinho, a Belle Utsch, o Firmezinha, a Laís Faccin, o Rodrigo do Canal Acesso Restrito, o Fabrício SDW, o NoHands, o Nerd Surdo e vários outros streamers de destaque, mas eu também quero conhecer, ajudar e apresentar novos criadores de conteúdo”, frisa.

“A gente está crescendo a família. O Rodrigo e e Belle Utsch, por exemplo, se conheceram por meio da Ablegamers e estão trabalhando em parceria no Canal Acesso Restrito, que é totalmente focado em análise de acessibilidade dos jogos, e em breve o site deles estará totalmente no ar.”

Christian Bernauer fala ainda sobre a realização pessoal de ver a AbleGamers se consolidar como um projeto que, dentro de suas possibilidades, tem ajudado a transformar a vida de jogadores que, sem a existência de equipamentos adaptados, ainda estariam excluídos de um universo que, embora tenha a diversão como um de seus princípios ainda caminha a passos lentos quando o assunto é tornar sua indústria mais plural e inclusiva. Ainda assim, ele se recorda com carinho de dois casos recentes de pessoas diretamente impactadas pelas ações da organização.

“A maior realização desse trabalho, que compensa todas as dificuldades e obstáculos que já enfrentamos, as madrugadas que já viramos acordados, o tempo longe da família, é o resultado na prática. Você vê uma pessoa com algum tipo de deficiência podendo jogar e se divertir com os amigos, e esse tipo de coisa não tem preço. Quando doamos um Quadstick no começo deste ano, eu fui à casa do Kevin instalar o controle. Você vê o brilho nos olhos da pessoa que está conseguindo jogar e o coração transborda de felicidade”, detalha.

“O Luís, que é um dos primeiros caras que eu conheci nas lives da Ablegamers, é tetraplégico e tinha o sonho de jogar com o filho dele. Quando ele deu um Xbox para o filho e conseguiu finalmente jogar com ele graças ao controle adaptado, ele nos mandou um vídeo com aquele momento registrado, e não tem como não ficar emocionado vendo aquilo acontecer. É para isso que a gente trabalha, para ver momentos assim se repetindo com um número cada vez maior de pessoas.”

Onde assistir aos streamers PCDs brasileiros

Fabrício SDW - Millenium
Belle Utsch - Millenium
Laís Faccin - Millenium
Esquerdinha - Millenium
Machadinho - Millenium
  • Fabrício SDW - Canal na Twitch
  • Laís Faccin - Canal na Twitch
  • NoHands NETO - Canal na Twitch
  • Nicole Somera (Bengala Atômica) - Canal na Twitch
  • Acesso Restrito - Canais na Twitch e no YouTube
  • Mila Ayleen - Canal na Twitch
  • Machadinho - Canal na Twitch
  • Rafinha1 FPS - Canal na Twitch
  • Firmezinha - Canal na Twitch
  • Nerd Surdo - Canal na Twitch
  • Esquerdinha Games (jogador de Rainbow Six) - Perfil no Instagram e no Twitter

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Entenda como a acessibilidade nos games é crucial e como abre portas até para produção de conteúdo

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Gabriel SALES
Gabriel Sales

Jornalista apaixonado por games desde o jardim de infância e fã de quase todo tipo de RPG, especialmente os da série Chrono. Nos esports, shooters e jogos de luta são minhas maiores paixões, mas abraço qualquer jogo com uma cena competitiva pulsante.

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