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Veja 11 jogadores que optaram por migrar de CS:GO a Valorant

Veja 11 jogadores que optaram por migrar de CS:GO a Valorant
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A lista inclui nomes que disputaram grandes competições como Majors, mas que acabaram "virando a casaca"

Antes mesmo de ser lançado, Valorant já era visto por muitos como grande rival de Counter-Strike: Global Offensive (CS:GO), que viria para brigar de igual para igual. Quase um ano depois do lançamento oficial do FPS da Riot Games o jogo ainda não conseguiu atingir o mesmo sucesso do título da Valve, que completará nove anos de existência, sem contar os antecessores.

Ainda assim, Valorant tem mostrado seu valor e causado algumas dores de cabeça no concorrente, inclusive convertendo diversos jogadores, não só casuais, mas também profissionais. Neste artigo listamos alguns destes casos de pro players que optaram por "virar a casaca" e mudar de game.

Adil "ScreaM" Benrlitom

ScreaM ficou famoso no cenário mundial de CS:GO por ser especialista no estilo de tiro "one tap", que é aquela famosa uma bala. Em vídeos do Youtube e jogadas cortadas ele colecionou lances quase inacreditáveis e lindos assistir. Não é à toa que uma das sua frases mais famosas é: "They talk about my one taps".

Como jogador profissional ele também viveu bons momentos e passou por grandes times como Millenium, VeryGames, Titan, G2 Esports e Envy. Durante este período ele conquistou alguns títulos menores e suas maiores conquistas foram a Esports Championship Series Season 1 - em cima da brasileira Luminosity Gaming - e a DreamHack Open Atlanta 2017, além de aparecer duas vezes na lista da HLTV dos melhores jogadores do mundo.

ScreaM não foi o pro player mais brilhante do Counter-Strike, mas sem dúvidas construiu uma carreira e uma história no jogo e até hoje é lembrado por isso. Lembranças estas que parecem que ficarão, de fato, no passado, já que em 2020 ele migrou de vez para Valorant. Ele se juntou ao time da Team Liquid e hoje está classificado para o primeiro mundial do FPS da Riot Games ao lado do próximo nome de nossa lista.

ScreaM na G2 de CS:GO | Foto: HLTV/Reprodução - Counter-Strike: Global Offensive
ScreaM na G2 de CS:GO | Foto: HLTV/Reprodução
ScreaM na Team Liquid de Valorant | Foto: Liquid/Reprodução - Counter-Strike: Global Offensive
ScreaM na Team Liquid de Valorant | Foto: Liquid/Reprodução

Elias "Jamppi" Olkkonen

ScreaM deixou a cena de CS:GO como uma espécie de veterano, enquanto Jamppi pouco fez no jogo antes de abandoná-lo. O finlandês de apenas 19 anos de idade começou a aparecer na cena de CS em 2018 e ganhou notoriedade em 2020 quando atuou pela ENCE.

O motivo desta troca precoce foi devido a problemas entre o jogador e a Valve. Um VAC BAN foi descoberto em uma de suas supostas contas, em 2015, e isso o impossibilitou de disputar campeonatos Majors e RMR. Nesta época o jovem ficou completamente desanimado e desacreditado que a situação poderia mudar algum dia e, por isso, em fevereiro de 2021, optou por ingressar no Valorant.

Curiosamente, em abril, apenas dois meses depois de sua migração, a Valve mudou suas diretrizes e afirmou que jogadores com banimentos VAC há mais de cinco anos estão elegíveis para disputar suas competições. Isso quer dizer que se Jamppi quiser retornar ao CS:GO ele está apto para jogar o Major que tanto desejava.

Não há como afirmar o que acontecerá no futuro. Mas por enquanto a cabeça de Jamppi deve estar no Valorant, já que juntamente de ScreaM ele está classificado para o primeiro mundial do jogo, junto da Team Liquid.

Jamppi na ENCE de CS:GO  | Foto: ENCE/Reprodução - Counter-Strike: Global Offensive
Jamppi na ENCE de CS:GO | Foto: ENCE/Reprodução
Jamppi junto da Liquid de Valorant | Foto: Liquid/Reprodução - Counter-Strike: Global Offensive
Jamppi junto da Liquid de Valorant | Foto: Liquid/Reprodução

Alexandre "xand" Zizi

Primeiro brasileiro desta lista, xand foi uma das maiores perdas do cenário nacional de CS:GO para o Valorant. O jogador chegou a disputar um Major quando atuava pela INTZ, mas desde o lançamento do "Vavá" ele mostrou estar tomando gosto pelo jogo, aumentando cada vez mais o tempo do jogo em suas lives.

Foi em julho de 2020 que xand se juntou oficialmente a um time de Valorant pela primeira vez. Na época a equipe se chamava TERROR.NET e não demorou muito para que ele ingressasse na B4 Esports. Em janeiro deste ano ele foi anunciado na FURIA, equipe na qual está até hoje.

Desde que oficializou sua entrada no Valorant, xand é considerado como um dos jogadores com a melhor mira do Brasil. Atualmente ele e a FURIA estão nos playoffs da Challengers Stage 2, em busca do título do torneio e também de uma das duas vagas no mundial.

Xand na INTZ de CS:GO | Foto: HLTV/Reprodução - Counter-Strike: Global Offensive
Xand na INTZ de CS:GO | Foto: HLTV/Reprodução
Xand na FURIA de Valorant | Foto: FURIA/Reprodução - Counter-Strike: Global Offensive
Xand na FURIA de Valorant | Foto: FURIA/Reprodução

Victor "BLD" Junqueira

Bld também é brasileiro e outro jogador experiente, que joga desde a época do CS 1.6. No cenário de CS:GO ele já passou por equipes como Team One, CNB, Santos, Falkol e Imperial, chegando a jogorfora do país na época de Orbit e Red Reserve. Nesta época ele conquistou títulos importantes, que vão desde CBCS e XLG Super Cup até Legend Series e Headshot Cup, na Europa.

Em 2020 ele decidiu que era hora de buscar novas oportunidades em Valorant e, hoje com 29 anos, é jogador da Slick, time que rapidamente ganhou fama no cenário e buscou seu lugar junto aos melhores times do país.

Bld no CS:GO | Foto: Falkol/Reprodução - Counter-Strike: Global Offensive
Bld no CS:GO | Foto: Falkol/Reprodução
Bld no Valorant | Foto: Reprodução - Counter-Strike: Global Offensive
Bld no Valorant | Foto: Reprodução

Nicholas "nitr0" Cannella

Mais recentemente, uma das migrações que o público mais sentiu foi a de nitr0. O estadunidense era um dos rostos que todos remetiam à Team Liquid, já que ele permaneceu no elenco de CS:GO da organização do início de 2015 até o segundo semestre de 2020.

Junto da cavalaria nitr0 ficou conhecido como o "Capitão América" e colecionou títulos como Intel Extreme Masters Chicago, ESL Pro League Season 11 NA, BLAST Pro Series Los Angeles 2019, ESL One: Cologne 2019, ESL Pro League Season 9 Finals, DreamHack Masters Dallas 2019, iBUYPOWER Masters IV, CS_Summit 2 e até mesmo o Intel Grand Slam Season 2.

A migração para o Valorant foi algo que surpreendeu a muitos. Agora ele representa a 100 Thieves. O que não mudou foram a conquista de títulos, já que ele garantiu o First Strike North America e o VCT 2021: North America Stage 2 Challengers 1.

Nitr0 no CS:GO | Foto: ESL/Reprodução - Counter-Strike: Global Offensive
Nitr0 no CS:GO | Foto: ESL/Reprodução
Nitr0 no Valorant | Foto: 100T/Reprodução - Counter-Strike: Global Offensive
Nitr0 no Valorant | Foto: 100T/Reprodução

Nathan "leaf" Orf e Erick "Xeppaa" Bach

A dupla leaf e Xeppaa entra na lista para fazer um contraponto ao quanto Nitr0 foi amado no Counter-Strike. O problema dos dois jogadores, no entanto, não foi com a própria torcida, mas sim com os fãs brasileiros após polêmicas e acusações de trapaça. Apesar de ambos nunca terem recebido punições da Valve ou organizadoras de torneio, os lances são, de fato, bem estranhos. Estranhos o bastante para que a comunidade brasileira tivesse certeza de que ambos não jogaram limpo diante de equipes como MIBR e Team One.

No CS:GO, leaf e Xeppaa jogaram juntos pela Chaos Esports Club. O primeiro a abandonar o barco foi leaf, que em janeiro deste ano aceitou uma proposta da Cloud9 e foi jogar Valorant. Xeppaa também fechou com a C9 na mesma época, mas ainda para disputar o FPS da Valve. O projeto, no entanto, não durou muito e no final de abril a dupla voltou a atuar junto, mas agora no FPS da Riot Games.

Leaf | Foto: HLTV/Reprodução - Counter-Strike: Global Offensive
Leaf | Foto: HLTV/Reprodução
Xeppaa | Foto: Cloud9/Reprodução - Counter-Strike: Global Offensive
Xeppaa | Foto: Cloud9/Reprodução

Braxton "brax" Pierce e Joshua "steel" Nissan

Brax e steel são mais dois pro players na lista que tiveram problemas com a Valve no passado e decidiram migrar de game após encontrarem poucas oportunidades no CS:GO. Eles, no entanto, não tiveram um simples banimento VAC quando jogavam partidas de matchmaking há anos, como a maioria dos casos. O que aconteceu com a dupla foi mais sério e dolorido para o cenário competitivo.

Brax e steel foram permanentemente banidos de disputar torneios com envolvimento da Valve (Major e RMR), pois em 2015 foram pegos em um escândalo de combinação de resultados para benefício monetário próprio. Na época ambos atuavam pela iBUYPOWER, que era vista como uma das mais promissoras equipes norte-americanas de CS:GO. Depois disso eles ainda tentaram jogar por outros times e Brax chegou até mesmo a completar um torneio para a MIBR. Porém, as opções de ambos eram muito limitadas por não poderem jogar as competições consideradas mais importantes de cada temporada.

Brax foi o primeiro a ir para Valorant, em março de 2020, quando fechou com a T1. Atualmente ela joga pela Team SoloMid e ainda não conseguiu conquistar grandes feitos. Já steel mirou sua carreira profissional para o "Vavá" no início de setembro de 2020 e desde então atua pela 100 Thieves ao lado de nitr0, conquistando os mesmos títulos importantes que ele.

Brax no CS:GO | Foto: Reprodução - Counter-Strike: Global Offensive
Brax no CS:GO | Foto: Reprodução
Steel no CS:GO | Foto: TSM/Reprodução - Counter-Strike: Global Offensive
Steel no CS:GO | Foto: TSM/Reprodução
Brax no Valorant | Foto: TSM/Reprodução - Counter-Strike: Global Offensive
Brax no Valorant | Foto: TSM/Reprodução
Steel no Valorant | Foto: Reprodução - Counter-Strike: Global Offensive
Steel no Valorant | Foto: Reprodução

Tyler "Skadoodle" Latham

Skadoodle já foi um dos snipers mais respeitados do competitivo profissional de CS:GO. Ele também passou pela iBUYPOWER, mas foi o único jogador do time inocentado na época. Sua carreira continuou principalmente pela Cloud9, time pelo qual ele conquistou títulos importantes como a ESL Pro League Season 4 Finals e também o maior sonho de qualquer jogador de Counter-Strike, que é ser campeão de um Major, quando levantou a taça do ELEAGUE Major Boston 2018.

Curiosamente, após o sonhado título a C9 caiu bastante de produção e a line-up se mostrou instável. O próprio Skadoodle sofreu idas e vindas entre a reserva e a titularidade no elenco até deixar o cenário competitivo de CS:GO de vez entre 2018 e 2019.

Foi em Valorant, pela T1, que ele retornou à cena competitiva e permanece até hoje, apesar de também sofrer com uma certa montanha russa de bons e maus momentos.

Skadoodle no CS:GO | Foto: HLTV/Reprodução - Counter-Strike: Global Offensive
Skadoodle no CS:GO | Foto: HLTV/Reprodução
Skadoodle no Valorant | Foto: Riot Games/Reprodução - Counter-Strike: Global Offensive
Skadoodle no Valorant | Foto: Riot Games/Reprodução

Raphael "cogu" Camargo

Assim como tantos outros nomes na lista, Cogu é um veterano do Counter-Strike e fez seu nome principal na época do 1.6 e não no CS:GO - apesar de ter jogado a versão mais nova também. Até hoje ele é considerado um dos maiores nomes da história por diversos especialistas.

A diferença de cogu para os outros presentes neste texto é que ele é a única exceção. Isso porque cogu chegou a trocar CS:GO por Valorant, fez lives do jogo diariamente, disputou algumas competições, mas retornou ao FPS da Valve como treinador - função que ele ocupa até hoje. Primeiro ele aceitou o desafio de treinar a MIBR e agora comanda a line-up extremamente "hypada" do O Plano.

Cogu no CS 1.6 | Foto: HLTV/Reprodução - Counter-Strike: Global Offensive
Cogu no CS 1.6 | Foto: HLTV/Reprodução
Cogu no Valorant | Foto: Falkol/Reprodução - Counter-Strike: Global Offensive
Cogu no Valorant | Foto: Falkol/Reprodução
Cogu e volta ao CS:GO | Foto: MIBR/Reprodução - Counter-Strike: Global Offensive
Cogu e volta ao CS:GO | Foto: MIBR/Reprodução

Fora os jogadores citados acima, há outros nomes que foram importantes no cenário de CS:GO e atualmente estão tentando a sorte em Valorant. Não é nada difícil imaginar que outros atletas possam trocar de modalidade no futuro, de maneira que venhamos a fazer uma segunda parte deste conteúdo.

Foto de capa: pinnacle.com

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