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"Larguei a faculdade para dar um tiro no escuro", diz myük sobre o fim do competitivo de Wild Rift

"Larguei a faculdade para dar um tiro no escuro", diz myük sobre o fim do competitivo de Wild Rift
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Após a Riot Games oficializar encerramento do cenário competitivo nacional de Wild Rift, equipe da TBK comenta sobre decisão da desenvolvedora

A Riot Games anunciou, nesta segunda-feira (11), o fim do cenário competitivo de Wild Rift nas regiões da América Latina, América do Norte e Europa. O comunicado oficial informa que a empresa tomou a decisão de investir apenas no cenário asiático, no qual a adesão do público aos jogos mobile é mais expressiva.

A confirmação do encerramento veio após dias de especulação por parte da comunidade. As equipes participantes do cenário receberam, na última sexta-feira (18), um e-mail no qual a produtora convocava uma reunião com os times nacionais - desde então, boatos sobre o possível cancelamento do cenário competitivo do jogo começaram a surgir.

A notícia chocou a comunidade, que não esperava um cancelamento tão ágil. Durante o final de semana, as equipes e o público da Europa, América Latina e América do Norte manifestaram sua indignação por meio do Twitter,

Quebra de expectativas 

Embora o anúncio tenha vindo como um balde de água fria para todos os participantes do cenário, foi definitivamente um destruidor de climas para o cenário inclusivo. 

Apenas 10 dias após a final presencial do Wild Circuit Brasil: Game Changers, que levou as equipes da Netshoes Miners e da TBK para uma série MD7 com plateia cheia, as participantes foram pegas de surpresa com a confirmação. 

Embora a produtora tenha comentado, em nota, que "estuda a possibilidade de, em 2023, manter os eventos especiais, junto a alguns de seus parceiros, voltados para ligas femininas de Wild Rift", a comunidade não se deu por satisfeita. 

Juliane "Juh Poca" Póca, que atua como técnica auxiliar da TBK, comentou que já pressentia uma certa instabilidade em relação ao tratamento que a desenvolvedora apresentava para o competitivo. 

A falta de um calendário competitivo, a forma com que as competições eram apresentadas, a falta de comunicação para com as organizações - principalmente para quem já tem experiência com outros esports - era perceptível que algo estava diferente. Contudo, a ação de encerrar o competitivo em uma parte do mundo e mantê-lo em outra, eu nunca tinha visto.
Juliane Póca

Juliane também comentou uma possível redução de investimento nos demais jogos mobile, visto que as organizações podem passar a ter mais cautela ao criar novas equipes. Ela cita os jogos Honor of Kings e os rumores de uma versão de VALORANT para celulares.

Além de Juliane, as jogadoras Isabelly “myuk” Caetano e Kally "Kally" Silva, que atuam respectivamente nas posições de midlaner e suporte para a TBK, apontaram que o sentimento de que a desenvolvedora poderia estar 'fazendo mais' pelo cenário era generalizado.

Isabelly comentou que, cerca de dois meses antes do anúncio do WCB: Game Changers, ela presenciou a desistência por parte de diversas pessoas que pretendiam entrar no cenário inclusivo. Ela acrescentou, também, que sentiu um certo descaso após o fim do Wild Tour, em setembro.

Kally, por sua vez, comentou que o anúncio do torneio inclusivo foi o que começou a dar esperança sobre maiores investimentos: "A comunidade inclusiva fazia muito pra se manter de pé, mas a gente realmente amava esse jogo então fazíamos sem pensar duas vezes, e dávamos nosso sangue nisso [..] Esse presencial foi muito importante para nós", completou.

Sobre a decisão da Riot de tentar manter apenas as ligas inclusivas, Isabelly disse acreditar que, por ter um calendário, até então, menor, o investimento não é tão alto e, por isso, a produtora pode ter pensado em optar por torneios de retorno imediato. A midlaner afirma, porém, que as demandas deveriam ser iguais para ambos os cenários.

Embora as jogadoras estivessem com o pé no chão, a euforia do primeiro presencial fez com que um possível mundial inclusivo fosse mencionado diversas vezes - tanto pelas jogadoras da TBK, como pela equipe da Netshoes Miners.

Apesar de um sonho distante, as players esperavam que o Wild Rift pudesse receber um 'boom' de atenção e investimento similar ao VALORANT, em um futuro breve, e já estavam fazendo planejamentos para o ano de 2023, quando esperavam receber um calendário anual fixo.

"“Eu larguei a faculdade pra dar um tiro no escuro” . Esse foi o meu pensamento, e de muitas jogadoras do cenário que abriram mão de outras possibilidades em suas vidas para estarem aqui. Nunca sabíamos se ia ter campeonato, ficávamos esperando e esperando. Não saber se vinha anúncio ou não foi desesperador".
Isabelly “myuk” Caetano

Em relação à possível migração para outro jogo, ambas as players afirmaram que, enquanto jogavam Wild Rift, a mudança nunca havia passado por suas cabeças. Para Kally, as últimas semanas foram de muita felicidade, o que torna o momento atual ainda 'surreal' para ela.

Já Isabelly, apesar de estar envolvida com o universo de League of Legends desde 2015, disse que se arrepende de ter saído do mundo dos jogos de tiro, FPS, o que a faça pensar em talvez migrar de cenário competitivo.

O MGG tentou contato com a Riot Games para obter mais detalhes sobre o planejamento para os possíveis eventos especiais inclusivos que podem ocorrer em 2023, mas ainda não obteve resposta.

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Maria Eduarda Cury
Maria Eduarda Cury  - Redatora

Jornalista, apaixonada pelo estudo da cultura digital, jogos competitivos e filmes de terror. 

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