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CS:GO: "Não tenho ressentimento", diz guerri encerrando antiga polêmica com a MIBR

CS:GO: "Não tenho ressentimento", diz guerri encerrando antiga polêmica com a MIBR
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O treinador da FURIA relembrou a fatídica Inferno diante da MIBR, a qual tornou-se uma polêmica generalizada nas redes sociais e colocou um ponto final na história afirmando que não tem nenhum ressentimento dos jogadores envolvidos.

Em entrevista exclusiva ao MGG Brasil, Nicholas "guerri" Nogueira relembrou a polêmica entre FURIA e MIBR, a qual ocorreu no ano passado. O episódio foi um dos grandes estopins que polarizou o cenário e dividiu torcidas de diferentes equipes e jogadores no Counter-Strike: Global Offensive (CS:GO) nacional. Apesar de tudo que aconteceu e até de ataques diretos entre jogadores, hoje o treinador furioso tem uma visão mais ampla do que aconteceu e afirma que "não tem ressentimento" de nenhum dos envolvidos.

Entenda o caso

Tudo começou durante uma partida valida pela BLAST Premier Spring Finals 2020. Guerri contou que naquele momento de tensão, no final de um mapa extremamente equilibrado e com placares bem próximos, ele e seus jogadores não entenderam quando Gabriel "FalleN" Toledo disse que a rodada não estava valendo, principalmente pela FURIA ter conseguido uma vantagem de kill segundos antes. Ainda assim, ele pediu para que todos continuassem a jogar normalmente pois ele sabia que o jogo seria pausado em seguida para que os fatos fossem esclarecidas entre os times e o administrador da partida.

Durante a conversa entre guerri, Ricardo "dead" Sinigaglia e o ADM que acompanhava o jogo, um vídeo em que mostrava um player da MIBR completamente travado foi a prova final para guerri concordar e retornar o round, sem o ponto a favor da FURIA. A confusão no entanto acontecia dentro do servidor, entre os atletas, com membros da MIBR cobrando posicionamento dos adversários, enquanto Andrei "arT" Piovezan afirmava que eles não iriam se envolver a pedido de guerri, pois tudo já estava sendo tratado por ele.

O desentendimento do servidor ganhou as redes sociais e fãs começaram a tomar um lado da história, enquanto acusavam o outro. Tudo piorou quando Fernando "fer" Alvarenga fez uma transmissão logo após a partida e disse que não tinha mais respeito pelos atletas da FURIA, pois tinham atitudes de "moleque".

Guerri conta sua visão sobre o caso

Mais de 7 meses depois do ocorrido - que ainda tem sequelas fortíssimas na cena -, guerri falou abertamente sobre o assunto e acredita que tomou as decisões mais coerentes possíveis, de acordo com a situação e com as informações que ele tinha. Uma das grandes polêmicas que ficaram em volta do tema era se os jogadores da MIBR precisavam ou não provar o que aconteceu e o treinador da FURIA não tem dúvidas sobre isso pois se trata de uma competição profissional.

"Sim, precisa [provar]. É importante. Estamos jogando um campeonato extremamente profissional, que tem muita coisa envolvida e as coisas precisam ser feitas de acordo com a regra, do jeito certo. E isso não tem nada a ver com amizade, é trabalho."

Pelo menos do lado de guerri, tudo encontra-se resolvido atualmente. No próprio bate-papo ele botou um ponto final na história e disse que não tem nenhum problema com as pessoas que ficaram no lado oposto ao da FURIA.

"Depois disso eu encontrei até o TACO na Sérvia antes de vir pra Alemanha. Não tenho nenhum ressentimento ou sentimento ruim, foi uma situação em que decisões tiveram que ser tomadas na flor do momento e eu entendo. Acho que todos saem desta situação aprendendo uma lição, cada um de um jeito".

Ainda assim, ele acha desnecessária a proporção que o caso tomou, pois tudo podia ser lidado de outra forma. Inclusive, o discurso é bem parecido com o do próprio fer, que em live disse que poderia ter entrado em contato com os jogadores da FURIA e que não faria novamente aquela live de cabeça quente após o ocorrido.

"Eu só acho que este tipo de coisa não tem necessidade de ser tratada midiaticamente", opinou guerri. "Esta foi a parte que entendo que foi tomada uma decisão ruim. Mas são águas passadas e todo mundo se entendeu".

As sequelas que ficaram...

Como dito anteriormente, o assunto ainda é relevante hoje em dia pois deixou sequelas no cenário. Mesmo tanto tempo depois, o sentimento de "se tem brasileiro vou torcer" ficou mais escasso e os fãs passaram a tomar lados, torcendo apenas pela MIBR e odiando a FURIA ou vice-versa. Guerri contou inclusive que a FURIA recebeu muitos ataques na época.

"Aquele momento foi muito difícil. Foi essa palavra nova utilizada em 2020 e 2021, o cancelamento. Dependendo da pessoa que for cancelada é difícil lidar com a situação. Uma coisa sou eu com 30 anos e outra é o yuurih com 20."

Apesar da situação ruim que a polêmica gerou, guerri conseguiu enxergar um lado bom e disse que tudo foi um aprendizado para ele e principalmente para os seus jogadores que são bem mais novos.

"Eu acho que a gente se saiu bem, fomos bem profissionais e lidamos bem. Nos fechamos entre a gente, criamos cada vez mais casca grossa para sermos mais profissional, enfim... Foi difícil sim, foi complicado, mas aprendemos bastante por ser muito complicado."

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