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CBLoL: 10 polêmicas que já aconteceram no campeonato

CBLoL: 10 polêmicas que já aconteceram no campeonato
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Alt+F4, janela de transferências, jogadores reserva e mais já deram o que falar no principal torneio de League of Legends do Brasil

CBLoL: 10 polêmicas que já aconteceram no campeonato

O Campeonato Brasileiro de League of Legends, mais conhecido como CBLoL, acontece há oito anos. De 2012 até 2020 a comunidade de LoL viu diversos times conquistarem o troféu do torneio, pro players surgirem e se aposentarem, farpas rolarem aos montes e jogadas incríveis e não tão empolgantes serem feitas. O que também não faltou na jornada da disputa foram polêmicas. Relembre com a lista abaixo alguns dos casos que deixaram fãs e jogadores bravos ou chocados.

Alt + F4

Ranger, jogador do Flamengo | Foto: Riot Games/Reprodução - League of Legends
Ranger, jogador do Flamengo | Foto: Riot Games/Reprodução

O famoso atalho do Windows para fechar um programa foi um problema e tanto no 2º split do CBLoL 2020. De acordo com o regulamento do torneio, é proibido que um jogador se desconecte de uma partida antes de ela acabar e a tela voltar a exibir o Cliente, mas muitos pro players desobedeceram a regra. Jogadores do Flamengo e do Santos cometeram essa infração diversas vezes ao longo do campeonato, o que resultou em punições como multa em dinheiro e perda de banimentos em partidas futuras.

O que poucos sabem é que essa não é a primeira vez que jogadores são banidos por esse motivo. Em 2019, quando disputava o 2º split do Circuito Desafiante pela Falkol, o pro player Marcelo "Riyev" Carrara também foi punido por fechar o jogo antes de uma partida ser oficialmente finalizada. Na época, o jogador afirmou que quando a animação do Nexus era finalizada, seu Cliente apresentava um erro e por conta disso, ele passou a fechar a partida antes de acabar.

CEO do Flamengo cobra vitórias da equipe

Foto: Twitter/Mais Esports/Reprodução - League of Legends
Foto: Twitter/Mais Esports/Reprodução

Na sexta semana do 2º split do CBLoL 2020, após a derrota do Flamengo para a PRG, Jed Kaplan, CEO da Simplicity, publicou um tuíte no qual escreveu "Sem comentários". Junto da declaração, havia um GIF com um personagem queimando dinheiro, insinuando que o investimento do CEO na equipe estava sendo feito "à toa" diante dos resultados ruins que o Flamengo vinha apresentando. No mesmo dia, Kaplan pediu desculpas pelo ocorrido.

A declaração foi interpretada de diferentes maneiras pela torcida do FLA. Enquanto alguns torcedores afirmaram que o comentário poderia pressionar e desanimar os jogadores do Flamengo, outros fãs alegaram que o CEO tem o direito de cobrar o time publicamente.

A ultimate do Ryze da Vivo Keyd

Durante o 1º split do CBLoL 2019, uma jogada polêmica entre Vivo Keyd e INTZ deu o que falar entre pro players e comunidade. Aos 59 minutos e 4 segundos do vídeo da partida, é possível ver que Tockers utiliza sua ultimate como Ryze para afastar Micael "Micao" Rodrigues, Luan "Jockster" Cardoso e a si próprio de Rodrigo "Tay" Panisa.

Poucos segundos depois é possível ver que Tockers e Jockster aparecem no rio, enquanto Micao fica para trás e quase é pego por Tay, dando a entender que ele não estava dentro do área da ult do Ryze para ser teleportado para outro local. Após esta luta, a Keyd quase venceu o jogo, mas rapidamente sofreu um ace. A partida foi pausada pelos jogadores da Keyd e é possível ver pela câmera que Tockers questiona os técnicos responsáveis por assistir à partida. Poucos minutos depois, a partida voltou e a INTZ finalizou sua jornada até o Nexus, vencendo o jogo.

Após a série, os jogadores da Keyd afirmaram que contestaram a decisão da Riot ainda dentro do estúdio, mas não foram ouvidos. A comunidade então, começou uma verdadeira corrida pela informação correta em relação à ultimate do Ryze.

Na época, a página do Ryze no site oficial do jogo indicava que todos os aliados próximos ao portal do campeão deveriam ser teleportados, mas segundo a página do personagem na Wiki de LoL, uma atualização feita durante o rework do Ryze dizia que a habilidade tentaria prever quando uma aliado estivesse tentando sair da área da ult e não teleportaria aliados que estivessem muito próximos da borda da área e clicando para fora dela. Este último argumento foi o mesmo utilizado por Philipe "PH Suman" Monteiro, que era gerente de esports na época.

"Eu não ligo pra você e nem pro país", TOCKERS, 2017

Foto: Riot Games/Reprodução - League of Legends
Foto: Riot Games/Reprodução

Em 2017, uma briga por conta de uma partida ranqueada fez o cenário brasileiro de LoL ferver no Twitter. Rafael "Rakin" Knittel estava jogando enquanto fazia live, se irritou com o caçador do time adversário e começou a reclamar ao vivo sobre o jogador em questão. Rapidamente, seus fãs o avisaram que o adversário do qual ele estava falando era Gabriel "tockers" Claumann e foi aí que tudo mudou.

Apesar de Rakin ter pedido desculpas durante a live, tockers ficou irritado com a situação e publicou um tuíte no qual disse "aiai :)", para logo ser respondido por um fã que o criticou pelo comportamento tóxico que apresentou durante a partida. "Tóxico é pouco né mano. Tá estressadinho e quer descontar nos outros =/", disse o usuário "ihavefallen_".

Em seguida, tockers respondeu o tuíte chamando o torcedor de "verme nojento" e alegando que havia ficado quieto durante toda a partida. ihavefallen_ continuou a discussão, dizendo que se arrependia de ter torcido por tockers quando ele representou o Brasil em torneios internacionais. Para finalizar a discussão, ele disse que não ligava para o torcedor e nem para o Brasil, o que fez muitos torcedores criticarem sua atitude, afirmando que ele não valorizava os próprios fãs e que precisava prestar atenção em seu modo de agir em redes sociais.

Foto: Twitter/Reprodução - League of Legends
Foto: Twitter/Reprodução

Apesar da confusão criada em torno do tuíte de tockers, na época Rakin usou a mesma rede social para afirmar que não queria levar a briga de dentro para fora do jogo e até mesmo defendeu tockers.

O dia em que o brTT foi ao banco e ficou por lá

Foto: Riot Games/Reprodução - League of Legends
Foto: Riot Games/Reprodução

Felipe "brTT" Gonçalves é pro player de League of Legends há oito anos e pentacampeão do CBLoL. Uma carreira tão extensa tem história para contar e apesar dos vários pontos altos, há também alguns baixos que podem doer no coração dos fãs do "pai".

Em maio de 2016, muitos fãs se surpreenderam quando o técnico Gabriel "MiT" Souza colocou brTT no banco de reservas da paiN Gaming e o substituiu por Rodrigo "Tay" Panisa, que na época, tinha a rota do meio como principal, e não a de atirador. O que surpreendeu ainda mais foi o fato de que brTT permaneceu na reserva do time por todo o restante do ano.

Naquela época, era muito perceptível que o jogador não estava feliz. No famoso antigo programa do time no YouTube, paiN Responde, brTT já não parecia mais animado entre seus colegas de equipe e passava a gravação sério mesmo quando seus colegas apareciam rindo. Nos comentários do vídeo, diversos fãs acusaram a paiN de deixar brTT de lado, pediram para que ele fosse colocado na line-up principal novamente, e lamentaram o fato de o jogador parecer tão triste.

Em entrevistas da época, o atirador afirmou que havia passado por problemas pessoais e não estava com bom desempenho em Summoner's Rift, o que fez com que MiT tomasse a decisão de retirá-lo da posição de titular. Em 4 de novembro do mesmo ano, a paiN anunciou a saída oficial do jogador, que deixou a organização para representar a RED Canids em 2017.

Big Gods: - 16 pontos na tabela

Foto: Riot Games/Reprodução - League of Legends
Foto: Riot Games/Reprodução

Após vencer o 1º split do Circuito Desafiante 2016, a Big Gods garantiu sua vaga no CBLoL. E apesar de a line-up ter se mantido praticamente a mesma de um split para o outro, com Filipe "Ranger" Brombilla, Rafael "Rakin" Knittel, Lucas Felipe "Luskka" Rentechen, Ygor "RedBert" Freitas e Sebastián Andrés "Tierwulf" Mateluna no lugar de Leonardo "Leozuxo" Camícia, a organização do time não apresentou os documentos de sua equipe e comissão técnica até o fechamento da janela de transferências.

Na época, os times precisavam inscrever cinco jogadores, dois reservas e um técnico. Para cada inscrição não realizada, uma punição de menos dois pontos na tabela do torneio era aplicada. Como a Big Gods não apresentou a documentação de ninguém, acumulou nada mais, nada menos, que 16 pontos negativos.

No 2º split do CBLoL 2016, cada time jogava 14 vezes ao longo da Fase Regular do torneio, ou seja, mesmo que vencesse todos os seus jogos disputados, a Big Gods não conseguiria nem mesmo deixar a lanterna da tabela. O time finalizou sua participação no torneio com menos 10 pontos na tabela.

Revolta: de Mercenário a Exodia

Foto: Riot Games/Reprodução - League of Legends
Foto: Riot Games/Reprodução
Foto: Riot Games/Reprodução - League of Legends
Foto: Riot Games/Reprodução

Em novembro de 2014, Revolta deixou a Keyd Stars para jogar o 1º split do CBLoL 2015 pela INTZ. Ambas as equipes eram consideradas muito fortes na época e isso se provou quando elas chegaram até a final do torneio. Mesmo contando com os sul-coreanos Kang "DayDream" Kyung-min e Kim "Emperor" Jin-hyun, a Keyd não conseguiu vencer a line-up que encantou muitos torcedores na época: Felipe "Yang" Zhao, Gabriel "Revolta" Henud, Gabriel "tockers" Claumann, Micael "micaO" Rodrigues e Luan "Jockster" Cardoso.

Os fãs intrépidos estavam certos de que após a vitória do 1º split e a garantia da vaga para o IWCQ, Revolta continuaria no time para tentar vencer o 2º split e chegar até o mundial com seus colegas de equipe. Mas eles estavam errados. Em maio Revolta anunciou que estava de volta à Keyd e isso foi motivo de muitas discussões entre os torcedores da INTZ, da Keyd e do próprio jogador, que passou a ser chamado de mercenário.

A Keyd teve uma boa campanha no 2º split de 2015 e chegou aos playoffs, mas caiu para a paiN nas semifinais e Revolta assistiu a seus colegas da INTZ chegarem até a tão sonhada final. Ainda em agosto, mês da final, o pro player anunciou que retornaria para a equipe intrépida e levou muitos fãs à loucura. O jogador permaneceu no time até novembro de 2016 e neste período conquistou o 1º e o 2º splits do CBLoL 2016, venceu o IWCQ e foi até o Mundial, quando a INTZ venceu uma partida contra a EDG.

Após um ano incrível, Revolta cansou de ser intrépido novamente e voltou para a Keyd, time no qual ele permaneceu entre novembro de 2016 e outubro de 2018. Vale lembrar que no fim de 2017, a Keyd anunciou a contratação de Yang, tockers, micaO e Jockster, o que fez com que a clássica line-up da INTZ se reunisse e fosse chamada por muitos de Exodia, referência ao famoso monstro do anime Yu-Gi-Oh!, que era composto de cinco cartas que precisavam ser unidas para vencer o jogo.

O Caso Loop

Foto: Riot Games/Reprodução - League of Legends
Foto: Riot Games/Reprodução

Quem acompanha o cenário competitivo de LoL há bastante tempo deve se lembrar da polêmica que a contratação de Caio "Loop" Almeida pela paiN causou.

Em 8 de agosto de 2015, a Riot validou o documento que falava sobre a Política Interregional de Antialiciamento do CBLoL, que determinava que nenhum membro de equipe ou filiado à equipe poderia exercer a solicitação, atração ou engajamento de discussões de emprego de um jogador que estivesse sob contrato com uma equipe profissional competindo. Esse tipo de ação só poderia ser feita durante a famosa janela de transferências.

Entre o fim de 2015 e o início da temporada 2016, a Riot descobriu que enquanto Loop estava regularmente contratado pela INTZ, sofreu tentativa de aliciamento por parte da paiN. Por esse motivo, a paiN não pôde inscrever Loop oficialmente como um membro da organização e ele passou todo o ano de 2016 atuando como analista, mas sem estar devidamente inscrito perante a Riot. Além disso, a paiN perdeu seu direito à premiação e valores referentes aos direitos de uso de imagem durante o 1º split do CBLoL 2016. O diretor da organização também foi suspenso.

A paiN abriu um processo contra a Riot no mesmo ano, mas ele foi indeferido (não aceito) pela justiça e em 2017 a organização afirmou que não seguiria em frente com a ação.

Suspensão de Mylon

Em janeiro de 2016, logo no início do 1º split do CBLoL, o pro player Matheus "Mylon" Borges apareceu em uma transmissão do torneio fazendo um gesto considerado obsceno.

"Durante a transmissão do CBLoL, é comum ir ao ar uma câmera que mostra a sala de espera dos jogadores. Existem televisores nessa sala para que os jogadores e comissões técnicas possam ver as partidas, portanto eles sabem quando estão sendo mostrados ao vivo. Em um desses momentos, o jogador Matheus “Mylon” Borges intencionalmente fez um gesto ofensivo para que fosse visto na transmissão. Apesar de apenas o braço do jogador ter aparecido na cena, os oficiais da Temporada 2016 foram prontamente até ele, que reconheceu ter feito o gesto", informou a Riot Games Brasil na época.

O gesto de Mylon rendeu ao jogador uma multa de R$ 2 mil reais e duas semanas de suspensão. Na época, durante a transmissão do torneio, Gabriel "Kami" Bohm, disse ter certeza que Mylon não havia feito aquilo de propósito. No Twitter, o jogador se defendeu e demonstrou que não achou a punição justa.

Torcida do Flamengo na Jeunesse Arena

A grande final do 2º split do CBLoL 2019 teve o Flamengo como campeão, mas mesmo após o título e o encerramento de mais uma etapa do torneio, uma leve polêmica permaneceu no ar. Durante o quarto jogo da série, o Flamengo impediu a INTZ de derrotar o Barão aos 21 minutos da partida e os fãs intrépidos alegaram que o FLA não sabia da jogada e só teve conhecimento do que estava acontecendo porque a torcida do Flamengo começou a gritar muito na Jeunesse Arena, o que supostamente havia feito o FLA saber da jogada.

Após a partida, Ygor "RedBert" Flores utilizou seu Twitter para explicar que seu time não havia perdido o jogo por conta de gritos da torcida flamenguista. Confira abaixo a declaração do pro player:

League of Legends já teve seu metagame quebrado em diversas ocasiões. Quer lembrar algumas das mais notáveis? Veja o vídeo acima.

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