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LoL: Projeto Valkirias e Girls Arena treinam mulheres que querem ser pro players

LoL: Projeto Valkirias e Girls Arena treinam mulheres que querem ser pro players
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Saiba onde encontrar ajuda para se tornar uma jogadora profissional

LoL: Projeto Valkirias e Girls Arena treinam mulheres que querem ser pro players

Sempre que surge alguma polêmica sobre mulheres no cenário competitivo de League of Legends é comum encontrar argumentos como “Não existem mulheres interessadas no competitivo” ou “Mulheres não se esforçam para se tornarem pro players” nas redes sociais. É provável que você já saiba que isso não é verdade, mas aqui vai (mais) uma prova. Hoje, os projetos Valkírias Girls Arena reúnem, juntos, mais de 500 garotas interessadas em jogar LoL profissionalmente.

Ambos os projetos são gratuitos e destinados à mulheres cisgênero, transexuais e com deficiências. Estes são espaços nos quais todas serão ouvidas e auxiliadas.

Girls Arena

Foto: Twitter/Reprodução - League of Legends
Foto: Twitter/Reprodução

O projeto Girls Arena surgiu em março de 2020 e é comandado por Gabriel "Geralmente" Poersch, Maicol "Tiguito" Magalhães e Tatiana "Nelliel" Camargo. O GA tem como objetivo treinar mulheres que querem jogar LoL profissionalmente ou se especializarem como analistas e técnicas.

De acordo com Geral, na semana de lançamento do projeto, quando foi realizado um workshop para diversas mulheres interessadas, o Discord utilizado para o encontro reuniu mais de 100 garotas. O técnico trabalha com o cenário de LoL desde 2015, passou por projetos como Pro Player.GG, Pain Experience, entre outros. Hoje, ele treina times femininos brasileiros e europeus.

Junto com Geral, Nelliel é responsável por criar conteúdos para as aulas de LoL. Ela também trabalhos nos projetos Pro Player.GG e Pain Experience, e hoje treina os times de LoL da Team Pixel, além de cuidar da gestão, criação, coordenação e transmissão de esports da organização.

Ela garante que o objetivo do projeto é auxiliar mulheres que querem seguir profissionalmente no cenário, mas que também há espaço para garotas que apenas desejam melhorar no jogo. Segundo ela, a iniciativa do Girls Arena pode ter um impacto real no cenário feminino e/ou misto.

“Você vê as organizações dizendo que apoiam o cenário feminino, mas aí eu vou lá nas redes sociais delas dizer ‘Beleza, mas eu não vi nenhuma organização mexer um dedo para pegar escolher uma menina e treinar ela, para deixá-la no nível do competitivo’. Falar da boca para fora é fácil, fazer algo verdadeiro pelo cenário feminino é muito mais complicado”, diz Nelliel.

Harumi foi a primeira jogadora brasileira a participar de um torneio oficial da Riot Games, em 2020 | Foto: Rensga/Reprodução - League of Legends
Harumi foi a primeira jogadora brasileira a participar de um torneio oficial da Riot Games, em 2020 | Foto: Rensga/Reprodução

No Discord do projeto, há diversos canais nos quais ficam arquivadas aulas sobre os mais diferentes assuntos relacionados ao jogo, desde as funções que podem ser desempenhadas dentro do LoL, até visão, pressão, roaming, análises de jogos profissionais e, principalmente, conteúdos focados no cenário competitivo para que as mulheres tenham uma noção coletiva, e não individual, do jogo.

As aulas podem ser assistidas a qualquer momento e as dúvidas podem (e devem!) ser retiradas com Nelliel, Geral e outros integrantes do projeto. Para participar, basta enviar uma mensagem direta para a página do Girls Arena no Twitter, a jogadora será encaminhada para o Discord, onde terá acesso não só a conteúdos sobre LoL, mas também a respeito, acolhimento e a garotas que possuem o mesmo objetivo que ela.

Além das aulas avulsas, toda semana são realizadas atividades fixas. Às terças-feiras, é oferecida uma palestra sobre psicologia, às quartas uma atividade teórica é feita, geralmente, análises de jogos competitivos, e às quintas, as jogadoras fazem atividades práticas.

Ashe | Foto: Riot Games/Reprodução - League of Legends
Ashe | Foto: Riot Games/Reprodução

Apesar das atividades fixas, Geral garante que o projeto está sempre disposto a ouvir sugestões e novas ideias. “Se houver cinco garotas querendo se tornar técnicas, vamos juntar todas elas e passar um conteúdo relacionado a isso”.

Danielle "Shirayu" Lima faz parte do projeto desde março e quer ser pro player. Ela conta que ficava frustrada ao jogar LoL porque errava muito, mas não sabia identificar em quais pontos.

“Eu fiquei insegura de entrar no projeto, não sabia se seria bem tratada, mas entrei. Vi que as aulas ficavam gravadas e passei dias maratonando elas e anotando minhas dúvidas. Foi quando decidi jogar minha insegurança fora e tirar todas as dúvidas de uma vez. Eu era Prata 3 na época e em questão de duas semanas fui parar no Ouro 1”.

Já Júpiter "Luna" Gonçalves, de 17 anos, que joga LoL desde 2015, diz que queria ser jogadora, mas descobriu que é “mais útil fora do jogo do que dentro”, conta rindo. Hoje, o projeto a auxilia para que ela se torne coach.

Projeto Valkirias

Foto: Twitter/Reprodução - League of Legends
Foto: Twitter/Reprodução

O Projeto Valkirias foi criado por Pamela Mosquer, que o administra e cuida de um servidor no Discord com mais de 500 meninas interessadas em se tornarem jogadoras profissionais de LoL.

Pam, como é conhecida na comunidade, conheceu o LoL aos 18 anos, ela conta que, na época, queria ser médica e passava seus dias apenas estudando. Um ex-namorado a apresentou ao jogo, pelo qual ela se interessou muito.

Depois que começou a namorar Marcelo "Riyev" Carrara, ela passou a ter contato com o cenário competitivo do jogo.“Eu assistia muitos treinos e tinha acesso a vários técnicos”, conta. Depois de perceber que havia pouquíssimas mulheres exercendo a função de coach, ela decidiu que queria se tornar uma.

“Foi aí que eu comecei a estudar o jogo. Tive ajuda do Vinícius “Neki” Ghilard, da team oNe; do Wong "Chawy" Xing Lei, da Falkol e do Alexander "Abaxial" Haibel também. Peguei uma boa base de estudos com coaches que eu achava muitos bons”. Entre novembro de 2019 e julho de 2020, ela treinou a equipe de LoL da Station, mas após experiências ruins, deixou a organização. No mesmo mês o projeto surgiu.

Lux | Foto: SevenBees/Reprodução - League of Legends
Lux | Foto: SevenBees/Reprodução

“Eu estava conversando com uma amiga que tem vontade de virar pro player e eu disse ‘Eu te ajudo, dou coach, a gente consegue!’. Aí pensei ‘Eu não to mais dando coach, não vou pegar mais nenhum time. E se ao invés de ajudar uma só, eu puder dar aulas para todas?’”.

Pam conta que publicou um tuíte falando sobre sua iniciativa e que foi dormir. No dia seguinte, ela teve uma surpresa. “Eu estava esperando umas 40, 50 jogadoras, o que já é bastante coisa. Quando acordei, eu tinha 150 solicitações de mensagem e comecei a correr para responder todo mundo”.

No Projeto Valkirias, as jogadoras são divididas em duas categorias: Casual e Competitivo. No grupo Casual estão as jogadoras interessadas em aprender mais microplay, ranqueadas e habilidades individuais e em como elas podem impactar no jogo sozinhas. Elas recebem aulas gravadas e são acompanhadas semanalmente - é necessário enviar vídeos das partidas jogadas, para que elas possam ser avaliadas.

Já no grupo Competitivo, as jogadoras formam times e são acompanhadas diariamente. Os conteúdos ensinados para esse grupo tem a ver com o macro do jogo. “Fazemos muitos reviews de VOD’s, cobramos mais partidas por dia, elas têm aulas sobre cada função do jogo e precisam assistir todas elas. Elas jogam, sobem as partidas em um Drive e os técnicos se dividem para enviar um review”.

Além de Pam, Riyev, e outros profissionais são responsáveis pelas aulas. O projeto oferece conteúdos gravados e legendados que são postadas no YouTube. Há atividades fixas e palestras, geralmente, uma agenda com a programação da semana é publicada na segunda-feira. Para participar, basta enviar uma mensagem direta para Pamela ou para a página do projeto no Twitter.

Assim como Nelliel do Girls Arena, Pamela enxerga no Valkirias um projeto que pode fazer a diferença no cenário.

“É muito fácil para as organizações e para os jogadores dizerem que apoiam o cenário feminino quando eles querem fazer campanha de marketing, mas inserir as jogadoras no cenário não é do real interesse deles. É nítido isso. Você vê as pessoas se reunindo para conversar sobre filas ranqueadas e os problemas delas e nenhuma mulher é chamada para participar. Nós também jogamos esse jogo e nos importamos com o que acontece dentro dele!”.

Melany Lee é streamer de Fortnite, Carol Costa é apresentadora e jornalista no IGN Brasil, Eliana Dib é produtora de jogos, Danielle "Cherna" Andrade é pro player de Rainbow Six Siege, Victoria Moreira é editora de vídeos sobre games e Marina Leite é sócia da organização PRG Esports. Há uma coisa em comum na história destas seis mulheres: o amor pelos videogames.

Embora a consolidação das mulheres nos games e esports apresente obstáculos, muitas vezes denunciados pelas próprias integrantes da comunidade gamer, elas seguem trabalhando no meio e fazendo história. Nos links abaixo você encontra textos sobre mulheres importantes para os cenários de games e esports no Brasil e no mundo.

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