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Fortnite: Epic Games diz querer "destruir barreiras" com modelo aberto da FNCS

Fortnite: Epic Games diz querer "destruir barreiras" com modelo aberto da FNCS
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Para a Epic Games, o modelo aberto da FNCS e dos outros campeonatos de Fortnite serve para "abrir portas"

Principal competição do battle royale, a Fortnite Champion Series (FNCS) da Temporada 5 do Capítulo 2 de Fortnite começa em breve e terá várias semanas de disputa, além de US$ 300 mil em jogo (R$ 1,6 milhão) só no Brasil, maior premiação distribuída nos esports no país.

As competições oficiais de Fortnite têm particularidades que as diferem de muitos outros circuitos competitivos ou torneios, seja pelo fato de serem completamente abertas, terem regras diferenciadas ou distribuição de premiação, muitas dessas que fazem o modelo criado e consolidado pela Epic Games ser tópico de discussão.

O MGG Brasil conversou com Leão Carvalho, responsável por Fortnite na América Latina, que esclareceu várias das decisões da empresa e passou a visão da Epic Games sobre o assunto.

Sistema aberto x fechado

Em Fortnite, todas as competições - das mais simples às mais conceituadas -, são abertas, ou seja, qualquer um pode entrar, participar, se destacar e quem sabe até ganhar.

Isso não é exclusividade do game, mas o difere de diversos outros circuitos fechados de outras modalidades estabelecidas como League of Legends (LoL) e até outros battle royale como PUBG, Apex Legends ou Free Fire.

Esse fato não é algo surpreendente e nem que chama atenção da própria comunidade do game, uma vez que o sistema já está infundido nos jogadores, afinal, “já é um jogo competitivo por natureza”, comenta Carvalho.

“Para as outras marcas existe toda uma questão fechada pela estratégia de produtificação, vender como entretenimento, de você ter uma relação mais passiva com os esports.

Pra gente isso faz menos sentido, para nós o primário é o ativo. Não é simplesmente ‘abre tudo que vai dar certo‘, temos exemplos de modelos assim que não dão, mas nós temos todos os nossos sistemas reforçando essa ideia desde a participação, premiação profunda seja em dinheiro ou itens dados antes de chegarem para todo mundo".

Com “premiação profunda” diz-se que, a cada final, até o trio que terminar em 33º recebe (no caso da Temporada 5), ou seja, o cenário é aberto e há a chance real de ganhar por jogar e avançar até as decisões.

Descoberta de talentos

O sistema aberto, tanto de participação no competitivo quanto de transmissões dos campeonatos auxilia na estratégia da empresa, segundo Carvalho, gerando um “ecossistema que retroalimenta”.

“Dentro desse ecossistema de competitivo existem formas de engajamento variadas. Sempre vão haver 'watchparties' e outras pessoas fazendo a transmissão de campeonatos oficiais e é isso que queremos. Tentamos incentivar para que todos possam aproveitar seja qual for o objetivo, competindo para ganhar, competindo para se divertir, narrando, comentando, não importa.”

“‘Abrir portas’ é de fato o principal para a gente”, afirmou Carvalho quando questionado sobre a visão da Epic Games quanto às comparações entre o modelo de Fortnite e de outras modalidades.

“Queremos destruir as barreiras impostas artificialmente nos esports. Temos uma visão como Epic em que acreditamos muito no poder dos criadores, dos ‘criativos’. Os ‘criativos’ dos esports são os talentos, na nossa visão, são os jogadores profissionais, casters, enfim. Esse tipo de ângulo de competitivo é o que queremos, empoderar os indivíduos que competem em geral, sejam eles profissionais ou apenas curiosos e amadores.”
Leão Carvalho, responsável por Fortnite na América Latina

“Bolha do Fortnite”

Por maiores que sejam os números mostrados pelas competições do battle royale - audiência, jogadores e até premiações -, a modalidade não alcança todos os públicos e, de acordo com a Epic Games, essa nunca será a prioridade, mas ainda assim, novos materiais para ajudar a conhecer jogadores e até mesmo o próprio jogo serão produzidos.

“Essa nossa ‘bolha’ de Fortnite é tão reforçada que as pessoas sabem exatamente onde buscar informações sem precisar de muito esforço. Então, por isso, não é um defeito, porque não está faltando nada dentro dessa bolha. Agora, claro que a gente adoraria que as pessoas entendessem mais, conversassem mais, e sabemos que há uma barreira”, completa Leão.

Para aumentar o alcance e do jogo sem “prejudicar esse ecossistema aberto”, a aposta para a nova temporada da FNCS será destacar os melhores trios, mostrar a toda a comunidade do jogo quem são os talentos e pro players de Fortnite (como já é feito nos canais oficiais do YouTube de Fortnite no Brasil), assim como maiores volumes de materiais ao longo das competições, muito pela promoção de um perfil específico de competitivo para o game na região, por exemplo.

E claro, ainda sobre o tópico ‘bolha’ do game, muito se diz sobre organizações com receio de embarcar na onda do Fortnite e até acerca de uma certa indisposição quanto à apostar no battle royale da Epic.

“Só vemos coisas positivas de organizações entrando”, conta Leão, que ao mesmo tempo comenta compreender os percalços que essas organizações talvez vejam no cenário de Fortnite.

Como exemplos de organizações que apostam no cenário, os fãs poderão acompanhar, nesta temporada da FNCS, a LOUD, representada por Pedro “Lasers” e Leonardo “leleo”.

“Obviamente eu entendo que não é fácil, todas [as organizações de esports] já estão preparadas para atender um sistema mais fechado, muita coisa teria que ser repensada para fazer funcionar no Fortnite e talvez não valha a pena. Mas ao mesmo tempo, elas têm que entender que o destaque ali é o individual, é sobre o jogador, claro que todas fornecem toda uma estrutura para apoiar e para que ele possa ter a maior performance possível e outras vantagens. Se a organização consegue entender que é o jogador primeiro e org depois, ela consegue chegar na base de Fortnite muito bem.”

A FNCS da Temporada 5 do Capítulo 2 de Fortnite começa nesta sexta-feira (12). Veja aqui o calendário completo da competição e acompanhe as transmissões no canal oficial da Twitch.

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