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Valorant: "Nosso foco sempre foi jogar além do feminino", diz tayhuhu da Fire Angels

Valorant: "Nosso foco sempre foi jogar além do feminino", diz tayhuhu da Fire Angels
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As campeãs do campeonato Girl Pwr reconhecem que iniciativas como a da Gaming Culture são extremamente necessárias, mas também querem títulos no cenário misto

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A Fire Angels foi a grande campeã do Girl Pwr Valorant e quer mais. Em entrevista exclusiva ao MGG Brasil, a jogadora Taynah "tayhuhu" Yukimi revelou que o time também jogará frequentemente no cenário misto e quer fazer seu nome nele também. A decisão em questão foi tomada desde o início do projeto.

"Nosso foco sempre foi jogar além do feminino. Sempre almejamos isso e vamos batalhar até conquistar nosso espaço no topo do cenário. Todas nós decidimos que estávamos prontas para isso e, mesmo que tenhamos que passar por um terreno majoritariamente masculino, daremos nosso melhor para criar um 'solo' em que nós mulheres possamos pisar com tranquilidade!"

Vencer o campeonato organizado pela Gaming Culture no entanto, não foi tarefa fácil. Tayhuhu revelou que o time treinava entre seis e nove horas por dia e um dos diferenciais destes treinamentos foram as oportunidades que tiveram de treinar com as maiores equipes do cenário, já visando também os campeonatos mistos. De acordo com ela, a Fire Angels treinou com Fusion Fraggers, paiN, Havan, Vikings, Team One e outras line-ups.

Depois de tanto esforço, tayhuhu admite que a recompensa já era esperada por ela e suas companheiras: "Nós treinamos muito, então ver que cada dia nós melhorávamos mais e mais foi muito gratificante. Aprendemos muito com esse campeonato. Acredito que entre as favoritas estávamos nós e a Meta Gaming, mas antes do torneio elas eram ainda mais que nós. Mas a verdade é que já esperávamos ganhar, pois todo mundo que trabalha duro espera por isso. Antes de entrarmos no jogo a Celine falou que estava tranquila porque treinamos muito e que se ganhássemos seria pelo esforço e se perdêssemos saberíamos o quanto faltaria para melhorar e chegar lá".

Mesmo com o foco na cena mista, a FA não abandonará o feminino. Pelo contrário, tayhuhu reconheceu que iniciativas como estas ainda são extremamente necessárias.

"Eu achei incrível como a empresa [Gaming Culture] colocou fé nesse projeto que a Leticia Motta criou com tanto carinho", disse a jogadora. "Grande parte do meu reconhecimento atual ganhei por conta desse campeonato, então eu acho muito importante esses projetos que nos incluem no cenário. Esse abriu portas para nós e com certeza outros abrirão muitas portas para outras meninas", completou.

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Por falar em reconhecimento, o título da Girl Pwr veio na hora certa para tayhuhu. Recentemente ela estava trabalhando como streamer na Twitch e foi banida sem saber exatamente o porquê e até quando. Ela revelou até mesmo que não conteve as lágrimas após o round da vitória.

"Ainda estou banida da Twitch por injustiça, fora que as integrantes do nosso antigo time saíram e sobraram apenas eu e a Celine. Nessa época descobri que tinha gastrite nervosa então tudo o que eu passei atacou e fiquei doente nesses dias. Cheguei a pensar que realmente era o fim do mundo para mim, mas todas as pessoas que são próximas e me apoiam falaram para eu não desistir, então decidi dar meu melhor e, junto do meu time, conseguimos usar esse 'tempo livre' ao nosso favor. Todas nós passamos por muitos problemas nesses 30 dias, então assim que fomos campeãs começamos a chorar... foi uma satisfação todo esse esforço ter dado certo!"

Com a boa fase retornando a vida de tayhuhu e da Fire Angels, o futuro é o limite. Inclusive, elas já prometem novidades em breve.

"Antes do campeonato nós já estávamos negociando com algumas organizações. O que posso dizer agora é que estamos nos preparando para fazer a divulgação da nossa line-up em uma grande organização".

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