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Multicampeã no CS:GO, Pan retorna ao competitivo e migra para o Valorant

Multicampeã no CS:GO, Pan retorna ao competitivo e migra para o Valorant
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Jogadora fez parte da lineup que domino o cenário feminino brasileiro pela Vivo Keyd, OpTic e Pain Gaming entre 2017 e 2018

Uma das jogadoras mais vencedoras da história do cenário feminino brasileiro de CS:GO, Pâmela "Pan" Shibuya está de volta ao cenário competitivo, mas agora em outro game: o Valorant. Em entrevista ao jornalista Roque Marques, do GE, Pan contou que os anúncios da Riot Games sobre o cenário competitivo feminino, inclusive com um Mundial da modalidade em 2022, fizeram "reacender" nela o desejo de disputar campeonatos.

Com passagens de destaque no CS:GO com as camisas de Vivo Keyd, OpTic e Pain Gaming, Pan conquistou vários dos principais títulos do cenário feminino brasileiro e representou o país duas no Intel Challenge Katowice (2018 e 2019), Mundial feminino do FPS da Valve. Agora no Valorant, Pan espera construir uma trajetória igualmente vencedora.

"Eu já conheço a empresa, a gente vê todas as coisas que eles fazem pelo LoL, e eu acredito que a demora para lançar o FPS deles foi porque eles queriam fazer algo que fosse ficar tão grande a ponto de superar o sucesso do LoL. Quando eu vi o anúncio, que iria ter um campeonato só feminino, que eles iriam criar uma liga, um cenário feminino, minha ficha caiu. Não vai ser que nem foi no CS, você vai ter um calendário anual, você consegue se programar. Não lançaram ainda, mas eles fizeram um anúncio que vão lançar o calendário igual já foi do Champions. E ali eu fiquei mexida", contou ao GE.

"A Riot disse que vai abraçar as meninas, que vai fazer um negócio só para elas e isso mexeu comigo, porque o meu sonho era que a Valve fizesse isso pela gente no feminino - afirmou a jogadora, que competiu por mais de dez anos nas versões 1.6 e Global Offensive, vencendo os principais campeonatos nacionais e representando o Brasil em competições fora do país", completou.

Desde que deixou o cenário competitivo de CS:GO, no fim de 2019, Pan continuou próxima do cenário de esports, trabalhando como comentarista e analista de campeonatos dos cenários feminino e misto, como o CBCS, Gamers Club Masters e Gamers Club Masters Feminina. O trabalho mais recente como caster foi o de analista da CBCS Finals 2021, em dezembro do ano passado.

Apesar de ter "se apaixonado" pela carreira de caster, Pan, mas ressaltou que nenhum dos eventos nos quais trabalhou chegou perto de despertar nela o mesmo entusiasmo que sentia enquanto pro player. Isso, somado ao fato de que o Valorant conta com um cenário feminino estruturado e com um Mundial já confirmado para 2022, foi determinante para ela decidir retornar ao competitivo, agora no rival do CS:GO.

Pan disse ainda que tem praticado intensamente nas últimas duas semanas, contando inclusive com a ajuda de Shoowliana, ex-companheira de time nos tempos de CS:GO e hoje jogadora de Valorant pela Dignitas Female. Num primeiro momento, Pan disse ter identificado mais com as funções de Sentinela e Controladora, embora também esteja treinando como duelista.

"É um jogo mais parado, mais pensado, mexendo com rotação, algo que a gente já faz muito no CS, então eu me identifiquei mais. Porém como eu jogo o game desde o começo, já joguei com todos os agentes, e isso é algo que eu fiz muito no CS, já joguei em várias roles (funções). Tô treinando também para jogar de duelista, porque eu acho que é importante você jogar de todas as posições para você entender como reagir para cada boneco. Estou realmente jogando tudo de todos os jeitos, mas estou focando em Sentinela e Controladora, porque acho que é uma função que é muito precária, a galera não sabe fazer e faz muita diferença. Ainda não tenho nada definido"

Sobre o Mundial feminino de Valorant, que ainda terá data e formato anunciados pela Riot, Pan não escondeu que este foi um fator fundamental para ela decidir retornar ao competitivo. Ela acrescentou que mesmo sem disputar campeonatos de CS:GO, continuava jogando o FPS da Riot na esperança do anúncio de um campeonato mundial feminino.

"Você levantar um troféu aqui no Brasil já tem um gosto muito bom, agora imagina o mundial. Eu não tinha parado de jogar o CS, porque era um sonho que eu ainda tinha, eu queria ganhar um mundial. Então, o Valorant reviveu isso em mim, e por ser um jogo novo, a gente fica hypado, então, isso, querendo ou não, deu uma facilitada", concluiu.

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Gabriel SALES
Gabriel Sales

Jornalista apaixonado por games desde o jardim de infância e fã de quase todo tipo de RPG, especialmente os da série Chrono. Nos esports, shooters e jogos de luta são minhas maiores paixões, mas abraço qualquer jogo com uma cena competitiva pulsante.

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