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Perfil: Cerol e a ascensão meteórica como streamer de Free Fire

Perfil: Cerol e a ascensão meteórica como streamer de Free Fire
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Foi uma trajetória árdua, mas recompensadora

Perfil: Cerol e a ascensão meteórica como streamer de Free Fire

Lucio "Cerol" dos Santos Lima é um dos maiores streamers do Brasil. Especializado em Free Fire, ele teve uma ascensão meteórica em 2019 e hoje acumula números impressionantes de inscritos e visualizações no YouTube, além de manter uma alta média de espectadores em suas transmissões ao vivo na Nimo TV. A trajetória do influenciador, natural do Rio de Janeiro, foi cheia de percalços, os quais ele superou para ser uma das referências em produção de conteúdo e para se provar no cenário de esports. Esta é a história de Cerol.

Tibia e o amor por jogos de PC

Cerol teve contato com jogos desde criança. Ele lembra que um dos primeiros vícios foi Super Mario World, no Super Nintendo. Depois veio o PlayStation 1, no qual ele se afeiçoou a franquias como Crash Bandicoot. Mas os consoles não fizeram muita parte de seu contato com games - o que realmente o fisgou foram os títulos de PC, em especial jogos online, como Tibia. “Foi com o Tibia que fiz minhas primeiras amizades e essa época é uma das mais marcantes da minha vida”, conta o streamer que lembra de chorar de ódio quando morria no MMORPG polonês, que segue em atividade até hoje. “Você ficava lá duas horas farmando experiência e se morria era o mesmo que perder seis horas de investimento, dava até vontade de parar de jogar”.

Para Cerol, games ocupavam boa parte do que ele pensava na adolescência. “Ficava 10, 15, 20 horas por dia jogando. Ia dormir pensando em acordar para jogar”. Ao mesmo tempo, ele começou a trabalhar cedo - já com 14 anos cuidava de um estacionamento e recebia salário diário, o qual ele usava para comprar horas em lan houses. “Eu era feliz assim, mas para uma criança sem muita base era difícil entender a importância do dinheiro, que eu poderia ter guardado e focado nos meus estudos. Pensava que podia só trabalhar e não precisava estudar, até cheguei a abandonar a escola na sétima série”.

No entanto, tudo mudou aos 18 anos, quando o lugar onde ele trabalhava faliu e, assim, ele ficou sem emprego. “Eu nem tinha terminado o ensino fundamental e a maioria dos empregos pede pelo menos o segundo grau completo - o que eu ia fazer agora?”, conta Cerol sobre esse período de sua vida. Foi então que ele teve uma conversa com um amigo, que disse que estava estudando para ser sargento do exército. Cerol pensou que poderia fazer isso também e começou a fazer cursos e o supletivo à distância.

Os estudos… e os trabalhos

Cerol determinou que queria se tornar sargento do exército ou policial civil/federal. Para isso ele pegou pesado nos estudos e buscou fontes de renda. “Trabalhei como motorista de aplicativo, frentista, animador de festa, assistente de bar, fazia lavagem a seco… Como motorista da Uber trabalhava mais de 10 horas por dia e entre os intervalos assistia às aulas de ensino à distância (EAD), fazia os exercícios… foi uma época puxada”, revela o streamer.

Neste período de sua vida Cerol já morava com sua atual noiva, Ana Caroline, que também estudava para ser professora de inglês, mas focava inteiramente nisso. Com o passar do tempo, ela se formou e conseguiu um emprego, ajudando no sustento de ambos, eventualmente chegando ao ponto em que Caroline passou a arcar com as despesas de modo que Cerol pudesse ficar em casa apenas focando em seus estudos.

Um evento que impulsionou a mudança foi quando Cerol foi assaltado enquanto trabalhava como motorista da Uber. “Levaram tudo o que eu tinha, eu fiquei bem, mas a Carol ficou muito assustada e naquele ponto ela já estava ganhando mais do que eu, disse para eu ficar em casa e estudar”. E, de fato, foi o que aconteceu, mas Cerol dependia da abertura de vagas na polícia para então poder fazer a prova e ter a chance de entrar. No meio tempo, ele continuou os estudos, mas também explorou outras oportunidades.

Quando Free Fire chegou

“Enjoei de esperar as provas, porque os assuntos a estudar eram sempre os mesmos, eu já resolvia todos os exercícios, ficou entediante, então comecei a fazer outras coisas, uma delas era ir jogar futebol. Numa dessas vi muitos falando de Free Fire isso, Free Fire aquilo, e eu não conhecia. Nessa época eu jogava PUBG de vez em quando, mas queria me enturmar e comecei a jogar Free Fire, gostei do game, até parei de estudar”, conta o steamer.

Cerol revela que é sempre muito intenso com tudo o que se propõe a fazer, de modo que ele investe todos os seus esforços em uma única atividade. Ele cita o próprio período em que focou em estudar, dizendo que era a única coisa que ele fazia até sentir que estava bom o suficiente. Com o Free Fire não foi diferente. “Na época eu vi que os melhores jogadores sabiam puxar a capa, daí comecei a treinar isso. Resolvi fazer um canal no YouTube para mostrar a habilidade e em pouco tempo já tinha mais de 100 mil inscritos”.

Foi a partir deste ponto que Cerol começou a receber propostas de parcerias para transmissões ao vivo e uma nova oportunidade surgiu em sua vida. “Quando vi as primeiras propostas notei que eu poderia ganhar tanto quanto ganharia como policial. Algo que eu tinha começado a fazer há pouco tempo já poderia me dar retorno de algo que eu esperava há cinco anos. Ainda assim resolvi esperar mais antes de aceitar e continuei fazendo lives”.

No início, Cerol usava um modificador de voz e não ligava a webcam, porque tinha certa vergonha de aparecer na internet, mas aos poucos e com equipamento de melhor qualidade, ele começou a se mostrar mais para o público - e começou a ganhar ainda mais seguidores.

Neste tempo, Cerol fazia lives ao longo de 18h por dia, o que não era exatamente saudável para ele e nem para Carol. “Eu não existia mais para nada, nem para os amigos, nem para o futebol, nem para a família. A Carol saía de casa cedo, eu estava em live, ela chegava em casa, eu estava em live. Com o passar dos meses comecei a ser mais reconhecido ainda e começamos a entender que aquilo era minha profissão”. Foi com o melhor retorno financeiro das lives que ele investiu em equipamento para oferecer a seus espectadores maior qualidade de áudio e vídeo.

Hoje, Cerol tem mais de 4 milhões de inscritos no YouTube e mais de 1 milhão de seguidores na Nimo TV, sua principal plataforma de streaming.

A força inigualável da comunidade

Todas as experiências de vida de Cerol o ajudaram a ser quem ele é atualmente: um streamer empático e pertencente à comunidade que o acompanha. Sempre passando mensagens positivas e de motivação, muitos de seus espectadores o veem como um ídolo, e alguns dos maiores nomes do cenário de Free Fire de hoje devem a carreira a Cerol, como é o caso de Bruno "Nobru" Goes.

“O Nobru era meu fã - um dia ele mandou mensagem dizendo que queria jogar comigo, e eu tinha um quadro do canal que se chamava ‘Procurando um inscrito mito’, então chamei ele para jogar e deu muito certo, comecei a chamar ele mais vezes e viramos amigos. A primeira vez que eu fui para São Paulo participar de um evento ele estava lá para me ver. Éramos dois desconhecidos e hoje somos dois campeões. Acho que eu fui muito importante para a carreira dele, temos uma amizade muito honesta, crescemos juntos e hoje ele é meu orgulho no cenário”, confessa o streamer.

Ser um ídolo para tantos é algo que leva tempo para assimilar. “Tem que ter em mente que tudo o que falamos vira exemplo. Às vezes nos colocam como se fôssemos donos de uma verdade absoluta, mas nós também erramos”. Ainda assim, Cerol diz que “ser streamer é uma profissão muito gostosa, mas que pesa muito psicologicamente”.

“Fazer live é muito bom para evolução pessoal, tanto para quem faz quanto para quem assiste. É algo que molda você e faz você fazer coisas que não se imaginaria fazendo. É ser autêntico, tentar coisas novas e seguir seus próprios princípios. Tem muita crítica também, mas tem que saber levar, e os comentários negativos sem motivo tem que ignorar. Ignorar e fazer o seu é muito mais importante do que dar bola para quem não quer o seu bem.”

A conquista do Prêmio Esports Brasil

Em 2019, Cerol recebeu o prêmio de melhor streamer do ano no Prêmio Esports Brasil, ocasião de muita importância, afinal, foi o resultado de todo esforço e investimento que ele fez. A emoção foi tanta que ele mal conseguiu dar o seu discurso no palco.

“Espero ganhar novamente este ano para conseguir falar tudo o que eu não disse em 2019. Quando subi no palco todos momentos que eu vivi para chegar até lá foram passando na minha cabeça e eu não aguentei… O que eu queria dizer é que eu estava muito feliz e que aquela não era só uma conquista minha, mas de todos que me acompanham e sabem o quanto eu queria ser reconhecido. Queria dizer que as lives não estão ali só para eu jogar, elas ajudam as pessoas a se espelharem em você, ajudam a mudar a forma de pensar, trazem alegria. Eu me orgulho disso. Além disso as lives me deram a chance de ajudar não só emocionalmente, mas também financeiramente. O prêmio é a maior conquista da minha carreira - não é o dinheiro, não é nada mais, é poder mostrar às pessoas que eu fui capaz de vir do nada, de chegar onde eu queria com minha força de vontade”.

O Cerol do futuro

Cerol prepara uma série de novidades para 2021. Se a pandemia da COVID-19 atrapalhou no desenvolvimento de projetos para 2020, ao menos serve para preparar o terreno para novas ideias que serão postas em prática pelo streamer.

“Só posso dizer que vou fazer barulho no cenário, que vou me dedicar a fazer mais pelas pessoas e ajudar a realizar sonhos. O Cerol 3.0 vem aí e não vai parar enquanto ainda tiver gente assistindo”.

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