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Cinco casos de pro players brasileiros que tiveram problemas com visto

Cinco casos de pro players brasileiros que tiveram problemas com visto
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Konqueror, Kamikaze, destinyy e outros já foram prejudicados pelo problema

Cinco casos de pro players brasileiros que tiveram problemas com visto

O mercado de esports é um dos mais lucrativos do mundo e, não à toa, muitos dos principais torneios acontecem em território internacional. Porém, mesmo fazendo parte de sua profissão, muitos pro players e times brasileiros encontram problemas com a aquisição de vistos de entrada. O caso mais recente é de Wellington “Konqueror249” de Castro, que teve a autenticação negada quatro vezes e pode não comparecer às finais mundiais da Pro Kompetition 2020, nos Estados Unidos.

Nesta lista, lembramos deste e de outros quatro casos em que jogadores brasileiros tiveram suas campanhas em competições comprometidas por problemas de visto.

Konqueror (Mortal Kombat)

 

Foto: Beatriz Coutinho/Versus - Millenium
Foto: Beatriz Coutinho/Versus

O pro player de Mortal Kombat 11 foi o campeão da Liga Latina 2020, garantindo então a classificado para a decisão mundial da Pro Kompetition. A final acontece em Chicago, nos Estados Unidos, entre 7 e 8 de março.

Contudo, Konqueror teve seu visto foi negado pela embaixada norte-americana quatro vezes. Em entrevista ao e-SporTv, o pro player confirmou o caso e disse que a carta que explica o motivo da reprovação da embaixada consta que o jogador possui “falta de vínculo no seu país de origem”.

Em 13 de fevereiro o pro player conseguiu a aprovação do documento que autentica a entrada nos Estados Unidos.

Esta não foi a primeira vez, porém, que o brasileiro teve sua participação em torneios internacionais dificultada. Em 2017, o pro player garantiu espaço na final mundial do circuito de Injustice 2, mas não também teve o visto negado.

NiP e FaZe (Rainbow Six)

Foto: Ubisoft/Saymon Sampaio/Reprodução - Millenium
Foto: Ubisoft/Saymon Sampaio/Reprodução

O Brasil teve duas representantes confirmadas na disputa da final da 10ª temporada da Pro League de Rainbow Six: Siege, que aconteceu em Tokomane, no Japão, entre 8 e 10 de novembro de 2019. Contudo, ambos os times - FaZe Clan e Ninjas in Pyjamas - disputaram o torneio com desfalques consideráveis em suas line-ups.

Dois dos ninjas, João "Kamikaze" Gomes e Julio "julio" Giacomelli, tiveram seus vistos negados duas vezes na semana da competição. Os vistos dos jogadores foram negados uma primeira vez e, como alternativa, os dois pro players viajaram para Curitiba (PR) para uma nova tentativa com o consulado japonês local. Porém, novamente, a entrada no Japão foi negada e ambos foram substituídos por Álvaro "baroz" Valero Garcia e David "p0Lo" Gómez Urrea, ex-jogadores da Giants Spain.

Além de Kamikaze e julio, o então treinador da NiP Arthur "Ar7hur" Schubert também foi impedido de entrar no país asiático. Ronaldo "ion" Osawa da FaZe Clan também teve o visto negado e foi substituído por Nino "ninexT" Pavolini na competição.

Com os desfalques, tanto a FaZe quanto a NiP foram eliminadas precocemente da Pro League de Tokomane.

Immortals (CS:GO)

Foto: HLTV/Reprodução - Millenium
Foto: HLTV/Reprodução

Em 2017, Caio “zqk” Fonseca e Lucas “destinyy” Bullo, que na época defendiam a Immortals de Counter-Strike: Global Offensive (CS:GO), tiveram complicações para entrar nos Estados Unidos, o que acabou repercutindo na impossibilidade do time disputar a IEM Oakland.

O problema se somou ao fato de que Ricardo "boltz" Prass estava substituindo João "felps" Vasconcellos na SK Gaming e, com isto, a Immortals possuía apenas Lucas “steel” Lopes e João “horvy” Horvath para disputar o IEM. Com somente dois dos cinco jogadores inscritos, o time acabou perdendo a vaga no torneio para a Renegades.

Team Wild (CS:GO)

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Em 2018 destinyy voltou a ter seu visto americano negado, desta vez enquanto defendia a Team Wild. A equipe foi campeã da etapa sul-americana da ESEA Global Challenge Season 29 de CS:GO e conquistou vaga na final do torneio, que aconteceria em Dallas, nos Estados Unidos, entre 7 e 9 de dezembro.

Mesmo realizando o processo de aquisição de visto com antecedência, três pro players da equipe tiveram sua entrada no país norte-americano negada. Na época, o Versus conversou com o o treinador do time, Bruno "ellllll" Ono, que afirmou que a ESEA se envolveu no imbróglio tentando ajudar o elenco brasileiro. Porém, pouco depois, a organização do eventou publicou no Twitter que "infelizmente, por problemas de visto, a Team Wild não poderá estar presente no Global Challenge".

Com a desistência brasileira, a vaga seguiria para o segundo colocado na qualificatória sul-americana: o time chileno Rejected. Contudo, o elenco também não conseguiu a documentação apropriada a tempo e, por isto, o substituto das duas equipes foi a line-up norte-americana da Vireo.Pro.

Big Gods (CS:GO)

Foto: Reprodução - Millenium
Foto: Reprodução

Talvez um dos casos mais sérios de documentação negada tenha acontecido em janeiro de 2017. Na época, a Big Gods de CS:GO, sediada nos Estados Unidos, planejava realocar sua equipe do Brasil para o país norte-americano.

A line-up da Big Gods era formada por Denis "Dzt" Fischer, Alef "tatazin" Pereira, Paulo "land1n" Felipe, Felipe "delboNi" Delbon e Thiago "tifa" França. Na época, o elenco era considerado um dos melhores do Brasil, tendo conquistado a Intel Gaming Challenge e terminando em 2º lugar na ESL Premier League Season 2. Porém, o time foi liberado depois que o visto americano dos jogadores foi negado repetidas vezes.

A organização publicou um pronunciamento sobre o caso, em que explicou o motivo do encerramento de contrato com a line-up: "Desde que a Big Gods se mudou para os EUA, nosso objetivo era trazer todo o time para competir aqui, mas tivemos contratempos com os vistos dos jogadores, que foram negados mais de uma vez, impossibilitando levarmos adiante nossos planos. Para nós fica realmente muito complicado fazer a gestão do times de tão longe".

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Fique atento ao martelinho do BAN!

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